Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
Atividades pedagógicas influenciarão as condutas dos apenados, contribuindo de forma significativa para a sua reintegração na sociedade
O Estado de Sergipe reúne experiências bem-sucedidas de ressocialização das pessoas em situação de privação de liberdade, através da parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) e a Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa ao Consumidor (Sejuc). O Departamento de Educação (DED/Seduc), por meio do Serviço de Educação de Jovens e Adultos (Seja), está desenvolvendo o Projeto “Educação nas Prisões: desenvolvimento de competências e habilidades para o exercício da liberdade”, que engloba um ciclo de ações pedagógicas que serão realizadas no decorrer dos próximos anos.
O início seu deu com uma ação pedagógica do projeto, desta vez no Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Cppemcan), em São Cristóvão nesta quinta-feira, 10. Foram realizadas atividades direcionadas para o autoconhecimento e o autocuidado, uma das dez competências da BNCC e do Currículo Sergipano.
A ação pedagógica teve como objetivo estimular os alunos apenados, tendo em vista a importância da cultura e da arte, oportunizando o desenvolvimento de novos conhecimentos e habilidades, vivências e reflexões que despertem para o autoconhecimento.
De acordo com a diretora do DED, Ana Lúcia Muricy, a ideia do Projeto é estender essas ações para todos os estabelecimentos penais sergipanos, contribuído com o processo de ressocialização das pessoas privadas de liberdade.
Para Ibernon Alves de Macena Júnior, chefe do Serviço de Educação de Jovens e Adultos (Seja), “as ações pedagógicas desenvolvidas no sistema prisional são importantes para complementar a educação que já vem sendo ofertada através da EJA, que contribui para exercitar os valores humanos, tão importantes para a reinserção social”.
Importância do projeto
O projeto tem sido avaliado como de grande importância pelos entes envolvidos. “Estas ações visam valorizar as habilidades das pessoas privadas de liberdade, no sentido da promoção de uma maior autoestima por meio das atividades pedagógicas e socioculturais desenvolvidas nas unidades prisionais”, afirma Silvaneide Silva Vieira, coordenadora pedagógica do SEJA.
Para o coordenador da Assistência Educacional do Sistema Prisional ligado à Sejuc, Genaldo Freitas Lima, “ações pedagógicas como esta são instrumentos educativos importantes que contribuirão para o processo de ressocialização dos apenados, resultado da parceria entre a Sejuc e a Seduc”.
A professora da turma de EJAEF I, Simone Santos de Morais Limeira, declarou que dinâmicas como esta auxiliam nas relações interpessoais e intrapessoais dentro da unidade prisional.
Quem também aprovou a iniciativa foi Hérica dos Santos Matos, coordenadora pedagógica do Copencam. “Atividades como esta mostram que, mesmo dentro de um ambiente prisional, é possível encontrar pessoas com atitudes e comportamentos de colaboração, solidariedade e cooperação com o próximo”, reforçou.
