Educação realiza roda de conversa para celebrar o Dia Nacional de Libras

Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc

 

"Libras: uma língua que se sente" foi o tema da roda de conversa que comemorou os 17 anos da implementação da Língua Brasileira de Sinais no Brasil.

 

Com o auditório lotado, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por intermédio do Departamento de Educação/Divisão de Educação Especial da Seduc (DED/Dieesp) e do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), vinculados ao Serviço de Educação em Diretos Humanos (SEDH), recebeu alunos, professores, instrutores e intérpretes que atuam nas escolas da Rede Estadual de Ensino para um momento de debate sobre o tema.

 

Nas escolas estaduais, a política de inclusão da comunidade surda é fortalecida por meio das Salas de Recursos Multifuncionais que cumprem um importante papel na formação dos estudantes. Atualmente, a rede estadual de ensino atende a 120 alunos surdos, matriculados no ensino regular, 77 dos quais utilizam o Atendimento Educacional Especializado (AEE), serviço gerenciado pela Dieesp.

 

A diretora do Departamento de Educação (DED), professora Ana Lucia Muricy, destaca que o encontro é um momento de celebração e inclusão. "Hoje a Língua Brasileira de Sinais celebra 17 anos de muita relevância para a comunidade surda. A gente vem aqui trazer o debate, dialogar sobre os desafios, os avanços e saber a experiência de vida de cada um para que esses relatos sirvam de motivação para a sociedade", relata.

 

Entre os anos letivos de 2016 e 2018, a Rede Estadual de Educação registrou um aumento de 170% no número de matrícula de cidadãos com necessidades especiais de atendimento educacional em suas unidades escolares. Este salto se deve, sobretudo, a políticas públicas desenvolvidas e executadas pelo Governo de Sergipe, por intermédio da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, como o Programa Estadual de Atendimento da Educação Especial.

 

Para a coordenadora do SEDH, professora Adriane Damasceno, o caminho para o fortalecimento da Educação Especial é criar espaços de discussões como esse. "Então, de alguma forma essa Roda de Conversa já é um avanço para a comunidade surda, porque a gente tem a oportunidade de conversar e confraternizar sobre a importância da Libras na vida dessas pessoas. Estamos muito felizes em ver essa sala cheia e perceber que a sociedade se interessa pela temática. Isso quer dizer que estamos no caminho certo", acredita.

 

Lilian Alves, coordenadora do Dieesp, conta que o objetivo da roda de conversa "é fomentar a utilização da Libras por todos que compõem a sociedade e fazer que as pessoas com surdez se sintam inseridas nesse processo social e de inclusão", completa.

 

Vidas transformadas

 

O aluno Pedro Marcel Nascimento, do Colégio Estadual Arabela Ribeiro, em Estância, nasceu surdo, mas isso nunca o impediu de se comunicar. Ele explica que na infância sempre fez gestos e usava a mão para se expressar, mas quase ninguém o entendia. "Então a Libras veio para transformar a minha vida porque comecei a ter contato com pessoas que sabiam o que eu estava falando. Sempre fui muito esforçado, procurei me especializar, fiz vários cursos no intuito de aprender mais e transmitir meu conhecimento", relata.

 

A estudante Rayane Regina Santos do Nascimento também acredita que cursos de aprimoramento ajudam a melhorar a comunicação. "Desde criança tive o apoio da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Sergipe. Ao longo dos anos fui melhorando ao me comunicar, sempre buscando o aperfeiçoamento com cursos e capacitações", disse.

 

CAS

 

Gerenciado pelo Serviço de Educação em Direitos Humanos (SEDH), o Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) tem a missão de promover, institucionalmente, a adequada formação de profissionais da educação, para atendimento às pessoas com surdez, numa dimensão educativa e sócio-cultural, viabilizando o desenvolvimento pleno de suas potencialidades.

 

Emocionada, a coordenadora do CAS, professora Tálita Cavalcanti, não escondeu a felicidade de presenciar o auditório lotado. "É um dia muito especial para todos nós que trabalhamos difundindo a língua de sinais. Nosso objetivo é oferecer os cursos de capacitação para o maior número de pessoas que tenham interesse. Não só para professores que estão em sala de aula, mas também para o cobrador e motorista de ônibus, o porteiro, a merendeira, o secretario escolar. Então a gente tem essa preocupação de que toda a sociedade tenha conhecimento da Libras", relata Tálita, informando que desde 2005 a Libras passou a ser disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores, segundo o Art. 3º do decreto nº 5.626.

 

A professora Nauã Vieira Melo fez o curso de intérprete no CAS e vê esse trabalho como uma forma de facilitar a comunicação dos surdos e ouvintes. "Para mim essa experiência na sala de aula foi engrandecedora. Tive o contato direto com o aluno e pude perceber o quanto é necessária a formação de intérpretes para a aprendizagem do estudante que necessita de Atendimento Educacional Especializado", finaliza.

 

 

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