Por Lucas Silva
Fonte: Ascom/ Seduc
O Programa, desenvolvido pela ONG Educando, parceira da Seduc na implementação da educação de tempo integral em escolas de ensino médio da rede estadual, visa a formação desses profissionais para o desenvolvimento de experimentos que possam ser usados nas aulas das disciplinas de práticas experimentais
Em parceria com o Governo do Estado, a Educando iniciou em Sergipe, nesta terça-feira, 23, mais um ciclo de formação do Programa STEM Brasil para professores de Matemática e Ciências da Natureza (Química, Física e Biologia) das 41 escolas de tempo integral da rede estadual de ensino, sob a coordenação do Núcleo Gestor de Educação em Tempo Integral da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (NGETI/Seduc).
A Educando é uma organização não governamental estadunidense parceira da Seduc na implementação do Programa Estadual de Ensino Integral Escola Educa Mais, cujo modelo pedagógico foi desenvolvido pelo ICE (Instituto de Corresponsabilidade pela Educação), outro parceiro do Governo de Sergipe na capacitação dos professores das escolas públicas estaduais de tempo integral.
Segundo Sarah Karenine, coordenadora pedagógica do NGETI, até a próxima sexta-feira, dia 26, o STEM Brasil irá capacitar 164 professores das 41 unidades escolares que aderiram ao Programa Escola Educa Mais, em seis escolas-polos que contemplam todas as regiões do Estado.
"Os professores capacitados no STEM Brasil devem replicar nas escolas que atuam os conhecimentos adquiridos nesta formação, a qual tem como foco o desenvolvimento de experimentos que possam ser usados nas aulas das disciplinas de práticas experimentais", afirmou, ao destacar que, apenas este ano, além de quatro formações presenciais, o Programa realizará um workshop final e um módulo focado na robótica e no uso da plataforma Arduino.
Formador da Educando no Programa STEM Brasil, o professor Marcelo Carelli explica que o Programa é uma metodologia que visa desenvolver o trabalho de atividades práticas que levem à resolução de problemas cotidianos envolvendo o conhecimento das disciplinas relacionadas às ciências da natureza e à matemática, "colocando a mão na massa", destaca. Deste modo, frisou Carelli, na capacitação do STEM, os professores são instruídos a utilizarem técnicas de ensino baseadas em atividades práticas que facilitam o aprendizado de conceitos teóricos.
"Com a experimentação prática, as chances de despertar nos estudantes o interesse pelos estudos das ciências é muito maior, pois, ao protagonizarem a resolução de um problema que envolve conhecimentos das disciplinas das ciências naturais e da matemática, foco de nossa atuação, os estudantes passam a compreender melhor a aplicação que os conteúdos teóricos adquiridos em sala de aula têm para o seu dia a dia", afirmou o formador da Educando.
Para exemplificar o modelo de formação oferecido aos professores pelo Programa STEM Brasil, Marcelo Carelli citou o treinamento desenvolvido no primeiro dia desta formação com os professores das disciplinas Química, Física e Biologia, os quais construíram, em laboratório, um extintor de incêndio. "Para isso, eles imergem no problema para soluciona-lo aplicando os conhecimentos das ciências", afirmou, ao destacar que o Programa buscar instigar a formação de um pensamento crítico tanto dos professores quanto dos alunos impactados pela metodologia STEM Brasil.
Doutora em Ciências, a professora de Química Patrícia Fernanda Andrade, do Centro de Excelência Hamilton Alves Rocha, além de adquirir novas metodologias de ensino, a formação permite a troca de experiências com os demais professores participantes desta capacitação e vai de encontro ao que preconiza a LDB quanto à capacitação continuada dos professores.
"Importante no contexto da sala de aula, a prática experimental é fundamental para o aprendizado do aluno. Nesse sentido, trabalhamos com o tripé ciência, tecnologia e sociedade, ou seja, partimos de um problema social próximo da realidade do aluno, por exemplo, para fazer com que ele reflita acerca de como se portaria diante de tal situação, para que aprenda a tomar decisões utilizando o conhecimento científico. Esse é o foco do Programa STEM Brasil", disse Patrícia.
Capacitando da STEM Brasil, Fernando Marins, professor de Biologia do Centro de Excelência Joana de Freitas Barbosa, afirma que o desenvolvimento da prática experimental faz com que o estudante fixe melhor os conteúdos das disciplinas das áreas das ciências naturais e da matemática.
Diretor da STEM Brasil, Marcos Paim destaca que Sergipe é um exemplo para o Brasil na superação das dificuldades na área educacional ao assumir "um compromisso muito forte com a melhoria da qualidade do ensino público", disse. O STEM Brasil, pontuou, compartilha desse compromisso e tem levado aos professores de ciências naturais e de matemática uma formação adequada às necessidades científicas, tecnológicas e pedagógicas deles.
"Os indicadores mostram que os professores da rede pública estadual de Sergipe já estão oferecendo aos seus alunos aulas mais interessantes, atividades práticas relacionadas ao mundo real e sonhos de carreiras profissionais gratificantes e bem remuneradas", afirmou Paim.
Sarah Karenine afirma ainda que esse ciclo de capacitação do Programa STEM Brasil será ofertado em seis escolas-polos, contemplando todos professores público-alvo dessa formação, em todas as regiões do Estado.
O STEM Brasil começou em Pernambuco, em 2009, e já treinou mais de 6 mil professores em 724 escolas de 17 estados brasileiros, impactando positivamente mais de 500 mil estudantes.









