Por Arthur Dias/ Estagiário
Fonte: Ascom/ Seduc
Idealizadora do projeto, a professora Deuzete Menezes discute o sucesso de experiências laboratoriais externas que fogem à convencional vivência nas salas de aula
No ambiente educacional atual, a experiência dentro e fora da sala de aula desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos alunos. Recentemente, a Escola Estadual Ministro Geraldo Barreto Sobral, localizada no bairro Industrial, em Aracaju, tem se destacado ao incorporar aulas de geografia em espaços diferentes da sala de aula, lideradas pela professora Deuzete Feitosa de Meneses, como uma estratégia para enriquecer a educação de seus alunos dos 6º anos A e B. O principal objetivo dessas aulas vivenciais foi conectar o aprendizado de geografia à vida cotidiana dos alunos.
A iniciativa da professora de geografia busca ir além das tradicionais aulas expositivas e tarefas de casa e, para isso, desenvolveu uma metodologia em três etapas com seus estudantes. A primeira foi ministrar aulas expositivas dialogadas em sala de aula, onde os conceitos fundamentais são apresentados e discutidos por meio de atividades do livro em sala ou como dever de casa, o que fornece uma base teórica sólida. A segunda parte foi ainda mais diferenciada, com a prática de exercícios físicos, o que a professora Deuzete considera o ponto alto de sua abordagem.
“A escola se beneficia de um amplo espaço externo que se torna um ambiente de aprendizado dinâmico. Durante essas atividades, os alunos não apenas exploram conceitos de geografia, mas também são introduzidos à prática de yoga, promovendo uma abordagem globalizante para o aprendizado”, sinalizou.
No terceiro e último momentos, foi feito o uso do planetário, uma ferramenta didática que explica conteúdos como os movimentos da terra, os de rotação e translação, responsáveis pela produção dos dias e noites, além das estações do ano. O resultado não poderia ser diferente, e os alunos puderam compreender conteúdos geográficos a partir de simples observações de seu cotidiano.
Deuzete ressalta ainda que a escola recebe alunos com diferentes níveis de habilidade e experiência de aprendizado. Alguns deles precisam de estímulos diferenciados para assimilar os conteúdos. As aulas vivenciais de geografia representam uma resposta a esses desafios, proporcionando um ambiente de aprendizado mais inclusivo e envolvente.
“No CAIC, temos a satisfação de receber apoio da equipe gestora e dos colegas de trabalho. Essa liberdade de ação nos inspira a promover ajustes em nossa metodologia de ensino e assim elaborar aulas simples, mas mostradas em situações da vida real, na torcida que possam diminuir a distância entre a compreensão e a aplicação dos conhecimentos escolares”, finalizou.
O reflexo das atividades fez com que a aluna Emilly Thauane Andrade, do 6º ano B, escrevesse uma pequena carta à sua professora, em que compara o conhecimento e aprendizagem obtidos nas aulas de geografia sobre o planeta Terra com a criação dele, citando o primeiro versículo bíblico, do livro de Gênesis. Este capítulo explica como foi a criação do planeta a partir da visão de Deus. A professora Deuzete relatou que ficou muito emocionada com o carinho e a dedicação de Emilly ao escrever a carta.
A diretora do Geraldo Barreto Sobral, Rejane Rabelo Santos, comentou sobre as aulas nesse estilo, já que elas instigam o aprendizado através da curiosidade e da proximidade com o conteúdo, desenvolvendo habilidades de aprender.
“Acreditamos que o aprendizado deve ser dinâmico e interativo, e as aulas vivenciais são uma forma de proporcionar isso aos nossos alunos. Elas ajudam a despertar o interesse dos estudantes e a tornar o aprendizado mais significativo. Além disso, é um importante ambiente de socialização num contexto pós-pandemia, no qual os desafios do retorno às salas de aula continuam gritantes”, afirmou.



