Ao todo, foram 58 escolas estaduais que marcaram presença, sendo 42 do interior do estado e 16 de Aracaju
Por Michele Becker
Com alegria, organização e muito orgulho de saudar a pátria, os estudantes da rede pública estadual de ensino foram protagonistas do desfile cívico militar da Independência do Brasil, realizado neste domingo, 7, na Avenida Barão de Maruim, em Aracaju. Sob o tema “Educação que transforma: Inclusiva, Inovadora e Sem Fronteiras”, o evento foi promovido pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), e celebrou os 203 anos de independência do país com a presença vibrante das escolas das redes pública e privada.
A solenidade de abertura começou às 7h, com a tradicional revista da Guarda, o hasteamento das bandeiras e a execução do Hino Nacional pela banda do 28º Batalhão de Caçadores. Ao todo, foram 92 apresentações, das quais 58 escolas estaduais marcaram presença — sendo 42 do interior e 16 da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA). Também participaram nove escolas municipais e dez instituições particulares e comunitárias.
O vice-governador e secretário de Estado da Educação, Zezinho Sobral, destacou o empenho e a simbologia do momento. “Esse é o maior desfile cívico-militar de Sergipe, e ver nossos estudantes da rede estadual saudando a pátria com tanto entusiasmo é motivo de orgulho. Muitas escolas do interior viajaram ainda de madrugada para estarem aqui, demonstrando comprometimento e amor à educação. Esse é o verdadeiro sentido da independência: união, civismo e valorização da nossa juventude”, afirmou.
Abrindo a participação das escolas estaduais do interior, o Centro de Excelência Doutor Milton Dortas, de Simão Dias, deu o tom da festa. O diretor Geraldo Henrique dos Santos Prado, disse que não faltaram motivos para fazer o público vibrar. “Neste ano, viemos com 120 componentes para comemorar os 15 anos da nossa Comissão, formada por brasão, bandeiras e corpo coreográfico, juntamente com nossa tradicional banda de fanfarra”.
Para a integrante do corpo coreográfico, Pollyanne Matos Andrade, 18 anos, a emoção tomou conta. “Foi uma experiência única estar à frente do desfile. Representamos nossa escola, nossa cidade e nosso estado. Ensaiamos bastante e valeu a pena receber o calor do público que aplaude a cada novo passo, demonstrando o respeito pelo nosso trabalho. É algo que vou levar para sempre na memória”.
À tarde, foi a vez do Centro de Excelência Professor João Costa, de Aracaju, conduzir as apresentações das escolas da DEA. Para o aluno João Pedro Santos, percussionista, o momento simbolizou reconhecimento. “É um orgulho desfilar representando nossa escola e mostrar para todos a força da educação pública. Ver tantas pessoas vibrando e aplaudindo dá ainda mais vontade de seguir estudando e acreditando no futuro”, disse.
A baliza Eloa Samantha Guerra, de apenas 7 anos, afirma ser veterana em desfiles de 7 de Setembro. “Meu pai é o maestro e minha mãe já defilava comigo ainda na barriga”, comenta. Quando perguntada sobre o que mais gosta do desfile, Eloa é direta: “gosto da coreografia, mas fico muito feliz com os aplausos do público”.
Entre o público, o entusiasmo também era visível. A dona de casa Luciana Oliveira, que acompanhava o desfile com os filhos, falou da emoção de ver as escolas em destaque. “Eu fiquei arrepiada. É muito bonito ver os alunos com tanta disciplina e alegria. A educação merece esse protagonismo, e o desfile é uma forma de valorizar todo esse trabalho que acontece dentro das escolas”, destacou.
Encerrando a participação das escolas estaduais, o Centro de Excelência Atheneu Sergipense, o mais antigo em funcionamento no estado e referência na história da educação sergipana, fechou o desfile em grande estilo, reforçando o elo entre tradição e inovação que marca a rede pública.
Realizado anualmente na Avenida Barão de Maruim, o desfile da Independência se consolida como um dos eventos mais simbólicos do calendário cívico de Sergipe e, neste ano, reafirmou o protagonismo da educação pública na construção de uma sociedade mais inclusiva, inovadora e sem fronteiras.
Fotos | Maria Odília































