Por João Daniel e Artur Dias (estagiários)
Fonte: Ascom/ Seduc
Atividades fazem parte da Semana da Consciência Negra e promovem um intercâmbio de conhecimento sobre os países africanos
O Colégio Estadual Tobias Barreto, localizado no município de Aracaju, realizou nesta sexta-feira, 24, a culminância de ações e projetos realizados ao longo do ano letivo referentes à semana da Consciência Negra. O evento intitulado “África – um continente e múltiplas diversidades” teve como principal objetivo reforçar e trazer à tona o tópico da consciência negra no ambiente escolar, envolvendo todos os alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio dos turnos matutino e vespertino, por meio de apresentações temáticas que contavam a história do continente africano.
Idealizado pelo professor Paulo Adriano, o projeto traduz a necessidade de desenvolver o máximo de conhecimento possível acerca das múltiplas diversidades existentes nos países africanos. Por conta disso, os alunos realizaram o processo de pesquisa para representar o país à sua escolha, dividindo suas apresentações em cinco eixos obrigatórios, sendo eles a culinária, o desenvolvimento econômico, os esportes, as linguagens e a religião de sua nação. No total, 14 países africanos foram retratados pelos estudantes, dos mais conhecidos, como a África do Sul e Egito, até países pouco explorados nas salas de aula, como a Namíbia e o Zimbabwe.
O professor expressou sua felicidade ao perceber que o evento teve a aprovação de toda a comunidade escolar e que, ao trabalhar a temática da feira das nações africanas e celebrar este mês tão importante, só demonstra que as políticas antirracistas no colégio têm dado certo.
“É um tema muito relevante, de muita envergadura, mostrando que devemos trabalhar diariamente temas de questão racial e o combate ao racismo ao longo do período letivo, além, é claro, sem deixar de valorizar a cultura dos povos negros e a contribuição deles para a construção do nosso país”, relatou.
As turmas não só compartilharam conhecimento sobre os países para os convidados, professores e gestores do colégio, como também tiveram a oportunidade de realizar o intercâmbio cultural entre si. Outra ação do evento foi o desfile temático de casais, no qual os participantes trajaram-se com vestimentas que remetem à estética e à moda de cada território africano. Ao fim, o vencedor receberá como prêmio itens referentes ao local em que a dupla trabalhou.
Um desses casais foram os alunos Christian Luan e Vitória Beatriz, do 2º D, os quais foram devidamente caracterizados com vestuário do Zimbabwe, país localizado ao sul da África. Christian refletiu sobre como as ações trabalhadas no evento devem continuar sendo propagadas no cotidiano e na realidade do colégio.
“Precisamos de respeito e continuidade dessa pauta no dia a dia. Falas racistas acabam nos traumatizando, e por isso as pessoas devem ter consciência de que isso é errado e que devemos ser respeitados tanto por sermos cidadãos, quanto por nossa cor de pele”, disse o aluno.
A diretora do colégio, Silvia Maria Santos, destacou a felicidade de promover a feira e percebeu que os alunos acabaram vivenciando na pele as práticas dos países. A importância na construção social e histórica africana promovida pelo evento foi imensa, já que os trabalhos promoveram a interdisciplinaridade dentro da sala de aula.
“A feira teve como objetivo também trazer para os alunos a importância do respeito. A partir do momento em que nos respeitamos como pessoas, nós nos tornamos cidadãos de verdade”.
Selo Escola Antirracista ‘Professora Maria Beatriz Nascimento’
A diretora da DEA, Gilvania Guimarães, destaca o engajamento contínuo da comunidade escolar em projetos ao longo do ano e não apenas em novembro. Ela evidenciou também a importância de ações como essa para a promoção do Selo Escola Antirracista criado pela Seduc, iniciativa que tem o objetivo de ampliar o debate em torno da equidade racial na rede pública estadual.
“É muito interessante ver a colaboração de professores de diversas áreas promovendo pesquisas e apresentações que vão muito além do aspecto cultural dessa data. Projetos como esse reforçam o regimento da Lei nº 10.639/2003, que obriga a inclusão da História e Cultura Afro-Brasileira no currículo, fortalecendo a educação antirracista por meio de diversas práticas educacionais”, destacou.









