Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
Diretores de escolas das redes estadual e municipais participaram, na manhã desta quinta-feira, 17, de uma live de formação das equipes escolares sobre a Avaliação de Fluência. O encontro aconteceu de maneira online e foi transmitido pelo canal do YouTube do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Caed/UFJF), instituição que operacionaliza a Avaliação de Fluência.
A live foi aberta a todos os diretores escolares das redes estadual e municipais, além dos coordenadores municipais da fluência. A formação abordou tópicos importantes, orientando os participantes sobre como acontecerá a Avaliação de Fluência; como acessar a plataforma para validação da base de estudantes e turmas. A formação foi aberta pelo representante da Associação Bem Comum, Hylo Leal. “Todos os estados que fazem parte do Programa de Alfabetização em Regime de Colaboração (Parc) são parceiros inestimáveis nesse nosso foco em alfabetizar todas as crianças do Brasil. Essa força se dá porque estamos extremamente cientes de que é preciso garantir a alfabetização das nossas crianças a fim de que tenhamos um nível de cidadania e desenvolvimento social cada vez maior”, disse.
Ele explicou ainda que a Avaliação de Fluência verifica o nível de leitura oral das crianças e será aplicada para cerca de 600 mil estudantes em todo o Brasil. “Colaborar com isso, por meio de um diagnóstico muito preciso, é muito importante. Quando trabalhamos com evidências, nossas ações pedagógicas se tornam cada vez mais focadas e eficientes, e a gente consegue garantir o direito de aprendizagem de nossas crianças”, declarou.
A formação foi ministrada pela representante do Caed, Laís Moraes, que discorreu sobre os procedimentos para a organização da aplicação da Avaliação de Fluência nas escolas. Ela mostrou todo o cronograma de atividades e suas respectivas datas, para que os participantes possam ir se preparando. “Temos um grande desafio. Precisamos identificar, ter os dados das turmas e dos estudantes, e essa tarefa será realizada por vocês. Os diretores terão duas semanas para organizar a aplicação em suas escolas. Nesse mesmo período acontecerão a sincronização dos áudios e a confirmação da aplicação. Essas ações são muito importantes para que vocês recebam os resultados da aplicação em suas escolas”, disse.
De acordo com Joniely Cruz, diretora da Coordenadoria de Estudos e Avaliação Educacional (Ceave) da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), os gestores da rede estadual serão responsáveis por efetuar a validação, momento em que poderão fazer inclusão ou exclusão de estudantes, enturmá-los, cadastrar suas equipes escolares e professores etc. Já os diretores das redes municipais farão o cadastramento na íntegra, visto que a base enviada ao Caed foi em nível de escola.
A aplicação da Avaliação de Fluência acontecerá no período de 4 a 13 de abril, cujo público serão todos os alunos matriculados no 2° ano do ensino fundamental das redes públicas, devidamente cadastrados e enturmados na plataforma até o dia 11 de março. Antes disso, haverá toda uma etapa de formação e orientação. “Após o momento de validação das bases na plataforma, haverá capacitação da equipe de campo composta dos professores que farão a aplicação efetiva e as equipes gestoras das escolas, que farão o download dos instrumentos. Nesta capacitação serão passadas orientações sobre o processo de aplicação, como baixar o aplicativo da avaliação de fluência, como acessar os materiais, fazer o cadastro do professor aplicador, entre outras”, explicou Joniely Cruz.
Avaliação de Fluência
A Avaliação de Fluência é uma das iniciativas constantes no programa Alfabetizar pra Valer da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc). Ela é realizada no âmbito da Parceria pela Alfabetização em Regime de Colaboração (PARC), instituída entre o Estado, a Associação Bem Comum, a Fundação Lemann e o Instituto Natura. Por meio dela, avaliou-se, no período de 30 de agosto a 8 de outubro de 2021, de forma censitária, o processo de alfabetização das crianças do 2º ano do Ensino Fundamental.
Na aplicação do teste, essas crianças foram convidadas à realização da leitura oral de alguns instrumentos, como lista de palavras e um pequeno texto narrativo. A partir da avaliação da leitura, todas as crianças participantes são classificadas de acordo com o perfil de leitor ao qual se adéquam.



