Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
Quer seja no acompanhamento dos filhos ou como integrante do planejamento administrativo e pedagógico da escola, as mães se fazem presentes num período em que o encontro físico está restrito por conta da pandemia
A participação das mães no dia a dia das escolas está cada vez mais consolidada, quer seja por meio dos conselhos escolares ou por outras vias. O amor pelos filhos faz com que as mães participem ativamente da vida escolar, até porque é na escola onde os filhos passam parte das suas vidas, encontram amigos, os primeiros professores e reservam um tempo para a alfabetização e a aprendizagem.
Um exemplo de engajamento é a técnica de enfermagem Ires Oliveira de Melo, mãe de duas alunas da Escola Estadual Presidente Castelo Branco, localizada na cidade de Tobias Barreto. O carinho por essa escola vem de muito tempo, pois ela estudou lá na adolescência e por isso se sente feliz em ter seus filhos na mesma unidade de ensino. Tamanha identificação com a escola faz com que ela, que não é integrante do Conselho Escolar, mas esteja sempre engajada e interessada em acompanhar tudo o que a unidade de ensino faz, tanto na parte pedagógica quanto na parte financeira.
Mesmo nesse período de pandemia e de aulas remotas, Ires faz questão de sempre participar das reuniões online realizadas pela direção da escola, a fim de estar a par de tudo o que acontece. Além disso, ela dá sugestões de melhorias na infraestrutura e nas atividades que os alunos podem vir a realizar. Mesmo não fazendo parte do Conselho Escolar, ela sempre observa no mural da escola os informes sobre a destinação dos recursos que a unidade de ensino recebe, para saber onde cada verba está sendo investida.
“Eu gosto muito do Castelo Branco. Eu, como mãe, dentro das minhas possibilidades, procuro acompanhar as reuniões, converso com os professores e equipe diretiva, que são bem atenciosos e estão sempre à disposição para tirar minhas dúvidas. Acho muito importante acompanhar tudo, porque são os nossos pequenos que vão usufruir da escola”, disse.
A universitária Mônica Daniele Cavalcante Góes é mãe do aluno Natan, que estuda no 9º ano da Escola Estadual 11 de Agosto, em Aracaju. Ela faz parte do Conselho Escolar e acompanha de perto a vida ativa da escola. Ela enfatiza que a unidade de ensino também atende a alunos especiais, como o seu filho, que tem deficiência auditiva, e que todos se sentem bastante acolhidos. “Participamos de reuniões, e a equipe diretiva sempre nos deixa a par de tudo. Essa é uma escola muito organizada, tanto na parte pedagógica quanto financeira. Os professores estão sempre dispostos a nos ajudar. A gente está sempre preocupado em saber os procedimentos pedagógicos e também em relação à parte financeira, o que entra e o que sai. Quero enfatizar que o 11 de Agosto é um colégio que tem muito respeito pelas mães”, declarou.
Edineide Freire de Medeiros Santos trabalha como conferente em um supermercado. Ela é mãe da aluna Giovanna Letícia, do 5º ano da Escola Estadual Maria do Carmo Alves, em Propriá. Ela também se mostra uma mãe bastante engajada na vida ativa da escola, participando das reuniões e das atividades, sempre que pode. Nos encontros online promovidos pela coordenação, Edineide sempre está presente. “A gente expõe o nosso ponto de vista, opina da forma mais adequada para que eles possam continuar fazendo um trabalho com amor e dedicação aos nossos filhos, principalmente as professoras. Eu vejo que neste ano a interação entre os pais e a coordenação está muito melhor, e a equipe da escola está tendo uma dedicação tremenda com os alunos”, declarou. Para Edineide, esse contato mais estreito tem a ajudado também a conhecer mais a realidade da filha. “É fundamental dialogar com a escola. Esse vínculo maior com os pais é importante para conhecer as dificuldades dos nossos filhos que nós não conhecíamos”, afirmou.
A dona de casa Daiane da Silva Santos é mãe da pequena Anny, que estuda no Colégio Estadual 8 de Maio, em Aracaju, desde o ano passado. Como mãe coruja e preocupada com o melhor para a sua filha, Daiane está sempre atenta a como a escola vem trabalhando o ensino com os alunos. Via WhatsApp, ela conversa com as professoras e acompanha as tarefas da filha. Daiane acha importante também os investimentos que a escola tem feito com os recursos recebidos. “A gente já recebeu o kit escolar, com os livros e materiais escolares, e uma vez por mês recebemos o kit merenda, o que tem nos ajudado bastante. É sempre bom acompanhar o que a escola faz e estar por dentro de tudo”, disse.
Representando os pais no Conselho Escolar do 8 de Maio, em Aracaju, Gleiciane Menezes dos Santos diz estar sempre disposta para ajudar a escola e as outras mães. Bastante interessada por tudo o que se passa na unidade escolar, ela disse que acompanha os investimentos dos recursos financeiros que a unidade de ensino recebe, via Profin. “Como conselheira, eu sempre leio tudo antes de assinar, para sabermos o que a escola está necessitando, o que vai ser comprado, o que vai trazer melhoria para os alunos. A gente acompanha a evolução da escola e presta atenção em tudo”, afirmou. Gleiciane também está sempre em contato com os professores e coordenação, via grupo de WhatsApp, onde as reuniões remotas têm acontecido, e diz que acha muito bom auxiliar a unidade de ensino. “Estou sempre disponível para ajudar no que precisar. Acho importante que toda a população pudesse tirar um dia para auxiliar a escola, seja na limpeza ou em qualquer outra coisa que fosse preciso. Nossos filhos é que têm a ganhar com isso”, declarou.
Atividades
As escolas também têm promovido ações que atraem a participação das mães e as homenageiam por meio de lives, encontros remotos e atividades não presenciais. Um exemplo disso é a live promovida pelo Colégio Estadual Leonor Teles de Menezes, em Aracaju, a qual teve como tema “Os segredos das mães felizes”. A transmissão aconteceu quarta-feira, 5, às 19h30, no Instagram da escola (@c.leonorteles), e contou com a participação da professora Nathalie Lima.
De acordo com a professora Marina Oliveira Malta, que foi a mediadora, a ação fez parte da disciplina Projeto de Vida do Novo Ensino Médio, e visou promover uma maior integração das famílias com a escola. “Vamos orientar as mães sobre como dar o suporte pedagógico para os seus filhos, como estabelecer rotinas e horários de estudos e dar dicas de como elas podem se manter bem emocionalmente neste contexto de pandemia. A ideia é que a gente consiga estreitar as relações entre as mães e a escola”, explicou.





