Participantes do Seminário da BNCC iniciam as atividades de construção do documento

Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED

 

Eles se reuniram por grupos de trabalho para darem as suas contribuições

 

"Vai ser o referencial, pois a partir dela, novas políticas públicas serão referenciadas e um novo olhar sobre a educação será lançado. A BNCC é norteadora de novas políticas educacionais". Foi assim que a diretora do Departamento de Educação da Seed, Gabriela Zelice, definiu a Base Nacional Comum Curricular, que está em discussão no Estado de Sergipe.

 

Na manhã de quarta-feira, 28, houve a abertura do Seminário da BNCC, e pela tarde os participantes se reuniram no Colégio Estadual Barão de Mauá para a formação dos grupos de trabalho e análise do documento.

 

Cerca de 210 pessoas estão inscritas, entre professores, técnicos e estudantes, e se dividiram em 14 grupos de trabalho, cada um trabalhando em um componente curricular específico, como Arte, Ensino Religioso, Sociologia, Filosofia, Matemática, Língua Portuguesa, Geografia, História, entre outros.

 

"À tarde e na quinta-feira eles estarão discutindo os objetivos de aprendizagem, no tocante à sua clareza e pertinência, e traçando comentários em cima desse documento, por componente curricular. Isso está sendo realizado em todos os estados do país. Serão realizados seminários estaduais para que se tenha um documento único por unidade da federação, para depois ser consolidado em um documento nacional", explicou Gabriela Zelice.

 

Importância da BNCC

 

O coordenador geral do Ensino Médio do Ministério da Educação, Ricardo Magalhães Cardozo, também esteve presente na formação dos grupos de trabalho e falou sobre a importância da BNCC.

 

Para ele, trata-se de um documento que vai estabelecer fundamentos para a construção de um currículo, traçar diretrizes para todo o território nacional e contribuir para que as escolas construam os seus currículos.

 

"Existem conhecimentos fundamentais que os alunos precisam ter, independentemente do lugar ondes eles estudam, se no Sul, no Norte ou em qualquer outra região do país. É isso que precisamos discutir coletivamente, para que esse documento se aproxime ao máximo dos anseios do que os educadores e a sociedade brasileira querem para a formação dos nossos estudantes", afirmou.

 

Uma das participantes foi a estudante de Pedagogia, Sanara dos Santos Firmino, que estava no grupo de trabalho na área de Matemática. Para ela, essa discussão sobre a BNCC já deveria ter disso realizada há bastante tempo.

 

"Em nosso cenário atual, a base é a formação de tudo. É dela que tiramos os nossos alunos do ensino fundamental maior e médio, que futuramente chegarão à universidade. Acho isso algo primordial para a educação, a gente poder estabelecer o que eles deverão aprender durante todo o período da vida escolar", disse.

 

Na quinta-feira, 28, pela manhã, as atividades serão novamente no Colégio Estadual Barão de Mauá, onde durante todo o turno matutino os grupos de trabalho darão prosseguimento às suas atividades.

 

Já pela tarde será no Teatro Lourival Batista, com a apresentação dos grupos de trabalho a partir das 14h até às 18h, quando se encerrará o seminário.

 

BNCC

 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) está prevista na Lei nº 13.005, de 2014, que estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE).

 

De acordo com a Lei, a Base representa a proposta dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os alunos da educação básica e deve ser elaborada e enviada ao Conselho Nacional de Educação (CNE).

 

Uma metodologia para a condução dos seminários estaduais foi apresentada pelo Conselho Nacional de Educação (Consed) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

 

Com o apoio do Ministério da Educação (MEC), as duas organizações estarão à frente da preparação dos seminários nos 26 estados e no Distrito Federal.

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