Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc
A professora Simone Tavares, que leciona a disciplina de Educação Física, no Colégio Estadual Sílvio Romero, localizado no município de Lagarto, região Centro-Sul de Sergipe, passou a idealizar um projeto a partir da análise de textos de modo a caracterizar a linguagem corporal como fenômeno geopolítico, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso.
A atividade faz parte das ações desenvolvidas a partir das habilidades consultadas no Currículo de Sergipe, tendo como objetos de conhecimento a Construção Social do Corpo e Marcas do Corpo; Corpo Real X Corpo Ideal; Autoconfiança Corporal e Atividades Físicas; e O corpo e a Expressão Artística e Cultural.
Isso posto, os alunos de Simone assistiram ao filme “O amor é cego”, com o objetivo de despertar neles um olhar mais crítico e dirigido a relacionamentos superficiais baseados na aparência física. “Posteriormente, discutimos sobre como o padrão de beleza, o ideal de aparência, é diferente de cultura para cultura e como ele muda de acordo com o tempo”, disse.
“Vimos e discutimos sobre a forma como a mídia influencia de uma maneira contundente a nossa ideia de padrão de beleza com imagens irreais de padrões perfeitos e impossíveis de serem alcançados, com o intuito de vender produtos e imagens”, explicou a professora Simone, com foco na autoestima e autoconfiança.
Simone ainda conta que os assuntos são tratados nas aulas virtuais com recursos de vídeo, música, conversas, postagens nas redes sociais, a fim de que os estudantes sintam-se convidados a ocupar o espaço da sala de aula virtual para descobrir qualidades.
“Percebo uma aceitação grande e até agradecimentos por parte dos alunos, por estarmos tratando de um assunto tão presente e que tanto os afligem, como a autoestima e autoconfiança corporal. Ainda não finalizamos o processo; é só uma semente que está sendo plantada com o objetivo de melhorar a relação deles com eles mesmos, despertar a importância do autoconhecimento, autocuidado e consequentemente a elevação da autoestima”, finalizou a professora.


