Professores da Educação Especial participam de oficina pedagógica

Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED

A Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio da DRE 8, realizou nesta sexta-feira, 12, o "Café Sensorial", uma oficina para professores que trabalham em sala de recursos no atendimento educacional especializado (AEE).

 

O evento, realizado na Secretaria de Inclusão Social (SEIDH), em umas das salas do Núcleo de Apoio ao Trabalhador (NAT), focou a importância de os professores realizarem atividades com os olhos vendados para que eles pudessem vivenciar e entender melhor os alunos com deficiência visual.

 

"A oficina engloba, basicamente, como trabalhar com o aluno com deficiência visual e o aluno cego dentro das escolas. Foram convidados os professores da sala de recursos para eles trabalharem, inicialmente, com eles mesmos e depois servirem como multiplicadores dessa atividade", explica Josué Cândido da Silva Júnior, técnico pedagógico da Educação Especial da DRE 8.

 

Josué afirma ainda que o mais importante é a troca de ideias e experiências entre os professores, já que alguns são especialistas em diversas áreas, como autismo, deficiência visual e deficiência física. 

 

"Essa oficina e a participação de diversos professores fazem com que o conhecimento seja multiplicado", ressalta.

 

Experiência

 

O "Café Sensorial" foi feito para que os professores tenham um olhar diferente nas atividades simples para quem enxerga.

 

A professora do AEE, Anatercia Silva Santos, ressalta ainda que a experiência de comer com os olhos vendados desperta o paladar, o tato, fazendo com que os alimentos sejam saboreados.

 

"Depois que os professores finalizarem o café, faremos uma caminhada para que eles tenham o contato com o pé e com as mãos, reconhecendo as texturas, sentindo os calores e os cheiros do ambiente", disse.

 

Para Anatercia, após essas oficinas, o professor volta para suas escolas mais abertos, com um olhar diferenciado para identificar as dificuldades dos alunos com deficiência e se colocar no lugar deles.

 

"É um processo de maturação. A gente joga a semente hoje e eles vão começar a ver com outros olhos. É um processo lento, mas desperta no colega, no profissional, essa troca de posições, a importância de se colocar no lugar do outro, usar a empatia para isso", disse a professora.

 

Daniella Hora, professora do Colégio Estadual Felisbelo Freire, em Itaporanga D´Ajuda, já participou de algumas atividades relativas à questão da acessibilidade, mas nunca tinha participado de um café sensorial.

 

Para ela, essa experiência fez com que toda a teoria que estudou fosse posta em prática.

 

"O café nos mostrou as dificuldades, as sensações, e também o prazer, que não sentimos como vidente, a questão dos sabores dos alimentos, a textura, como organizar os alimentos na mesa, o tato, o cuidado para não se sujar, não se ferir; todas essas dificuldades e limitações que os nossos alunos enfrentam", disse Hora.

 

Sensibilidade

 

De acordo com a professora, na oficina, coisas simples como o sabor do café, de uma fruta ou do pão são aumentados. Tudo se realça.

 

"No meu caso que já tenho deficiência auditiva o meu paladar ficou mais aguçado ainda. Consegui sentir todas os ingredientes da salada de frutas, toda a textura, a dificuldade de levar o garfo até a boca, a coordenação que achamos que dominamos, tudo muda. Afora o lado sensitivo, a sensibilidade em se preocupar com o colega que está ao lado", conta Daniella.

 

Para ela, "é algo que não só profissionais de educação especial deveriam passar, mas sim todos os profissionais de educação".

 

Na sua avaliação , outro fator importante é a memória visual que os professores possuem, mas os alunos não.

 

"Teremos que usar essa mesma estratégia com a família, com o próprio aluno, dando mais atenção, mais orientação, a gente vai preparar melhor, inclusive a nossa aula. Tivemos a experiência e agora poderemos transferir isso para eles. Vamos poder ajudar mais. Mesmo sabendo que eu arrumei meus alimentos da forma para ficar mais fácil, o aluno não tem essa possibilidade. Ele tem que procurar tudo sozinho, e é isso que vamos incentivar os familiares, para que eles ajudem o aluno a conquistar a autonomia, a independência em casa e fora dela", finaliza Daniella Hora.

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