Projeto escolar expande luta antirracista e promove cultura afro-brasileira em colégio de Tobias Barreto

A iniciativa do Colégio Estadual Professora Josefa Alves de Almeida inclui mostra cultural, sarau literário e exposição artística

Por Jennifer Nyrla (estagiária)

O Colégio Estadual Professora Josefa Alves de Almeida, em Tobias Barreto, realiza o projeto ‘A Desconstrução do Racismo Estrutural’, que faz parte do plano de atividades do Selo Antirracista ‘Professora Maria Beatriz Nascimento’. O projeto foi dividido em três fases: a primeira delas foi realizada em setembro, com a mostra cultural; a segunda acontece no dia 30 de outubro com um sarau literário; e a terceira fase, em 19 de novembro, será uma exposição artística afro-brasileira em homenagem àqueles que influenciaram nossa cultura literária.

O projeto surgiu com o objetivo de aprimorar o plano de ação do Selo Antirracista, expandindo essa realidade para o colégio e levando aos alunos o conhecimento dos brasileiros esquecidos pela história e pelos livros didáticos. A ideia é mostrar a esses estudantes a importância que taos pessoas têm na construção da história e da cultura brasileira, fazendo com que os alunos possam refletir sobre o que desejam para a sociedade no futuro.

A diretora do colégio, Airla Maciele, destacou que no início o projeto era voltado apenas para a sala de aula, mas que este ano resolveram expandi-lo para três momentos. “Convidamos todos os nossos professores para participar e eles abraçaram a causa. Ninguém ficou de fora e toda a comunidade escolar foi unida”, afirmou.

O projeto foi elaborado pelo corpo docente da unidade escolar como forma de mostrar aos alunos que a luta antirracista deve ser um movimento constante de desconstrução do racismo, pois ele cria uma estrutura que passa despercebida, mas deve ser sempre combatida.

Na visão dos professores, o colégio tem trabalhado de forma organizada e eficiente para a realização do projeto, no qual também foram percebidos muitos desafios a serem abordados e desmistificados em sala de aula. “O projeto foi desenvolvido para que os alunos enfrentassem essas questões, e conscientizassem os colegas sobre a importância do respeito, diferenças e danos causados pela discriminação. Além disso, promoveu representatividade, inclusão, empatia e melhorou o clima escolar”, destacou o professor de História José Leandro dos Santos.

A aluna Raissa Ribeiro contou que o projeto foi uma representação ativa das práticas antirracistas e que, com essa estrutura, as apresentações foram essenciais: “Foi um show de representatividade cultural. Ver meus colegas se esforçando para não somente apresentar, mas também para transmitir a cultura étnica, foi algo maravilhoso”.

Fotos | Divulgação/Unidade Escolar

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