Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) promoveu na manhã desta quinta-feira, 8, uma capacitação sobre gestão administrativo-financeira, destinada a diretores de escolas, presidentes e coordenadores administrativo-financeiros dos conselhos escolares. A formação aconteceu no auditório Professora Maria Hermínia Caldas, na Seduc, e foi uma ação conjunta do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase) e Assessoria de Planejamento (Asplan), contando ainda com a parceria do Banco do Estado de Sergipe (Banese). A capacitação teve início no mês de maio e passou por todas as diretorias regionais de educação, finalizando agora com as escolas da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA).
De acordo com Julita Batista da Cruz Lopes, diretora do Serviço de Apoio Financeiro aos Programas e Projetos Escolares (Safippe), o curso tem como objetivo orientar os gestores e membros dos conselhos sobre o processo de planejamento, execução e prestação de contas das escolas. "É necessário que eles possam realizar o planejamento e executar da forma correta, com toda a documentação exigida. É importante também que saibam fazer a prestação de contas de tudo o que executaram ao longo do ano”, explicou.
A diretora do Dase, professora Eliane Passos, destacou que a Educação estadual saiu da condição de escolas com um conselho com ações tímidas. “Hoje nós temos os conselhos sendo instigados a todo tempo a darem respostas sobre a execução do bom uso dos recursos recebidos. Cada gestor tem que ter consciência do seu papel e fazer isso reverberar em ações dentro da escola. Vamos entender que esses repasses são para dar vazão aos projetos e demandas das unidades de ensino”, afirmou.
Já a diretora da DEA, Gilvânia Guimarães, ressaltou a importância da formação. “Nos três últimos anos ocorreu um aumento significativo dos investimentos que a Seduc, com recursos estaduais, tem feito nas escolas. É imprescindível que a gente esteja formando os membros dos conselhos para que tomem melhores decisões, a fim de que a execução dos recursos tenha como foco os indicadores educacionais, que promovam aquisições que façam sentido tanto para os estudantes quanto para professores, e proporcionem melhorias para toda a comunidade escolar”, disse.
Oficina
A oficina teve início com a fala da professora Maísa Alva, diretora do Serviço de Apoio à Gestão Educacional (Seage), que fez uma explanação sobre o papel dos conselhos escolares. “A demanda de recursos nas escolas aumentou consideravelmente, e vocês, membros dos conselhos, têm uma responsabilidade muito grande, têm uma função muito importante na gestão democrática das escolas”, afirmou. Ela também promoveu um momento interativo, com uma dinâmica prática em que os participantes formaram grupos para solucionar alguns estudos de caso.
A capacitação contou ainda com a participação de Taís Rios, gestora da área de relações do Banese com o Governo de Sergipe. Ela fez uma abordagem sobre o Internet Banking Pessoa Jurídica (IBPJ), ferramenta que facilita as transações financeiras das escolas. “Essa formação é importante para que os diretores e membros dos conselhos tenham ciência desse novo termo de parceria formalizado entre a Seduc e o Banese, que vai viabilizar e facilitar as transações e a prestação de contas dessas escolas. Hoje, com o novo termo, os conselhos podem fazer pagamentos via Pix, TED, utilizar os nossos canais digitais, e isso vai facilitar muito a prestação de contas desses recursos”, explicou.
A formação ainda teve a participação da equipe do Serviço de Apoio Financeiro aos Programas e Projetos Escolares (Safippe), que falou sobre o planejamento e execução dos recursos, e na próxima sexta-feira, 9, será a vez da equipe da Assessoria de Planejamento (Asplan), que versará sobre a prestação de contas.
Umas das participantes da oficina foi Andréa Santos Ribeiro, diretora do Centro de Excelência Professor José Carlos de Sousa. “Essa formação é um divisor de águas. Só vem nos ajudar a abrir as nossas mentes para que possamos entender como se faz realmente a prestação de contas. Desde 2020 a gente vem recebendo uma leva de recursos muito grande, e as dificuldades sobre a prestação de contas também aumentaram. Essa é uma oportunidade ímpar de aprender para fazer corretamente”, afirmou.
Opinião semelhante teve Cristiane Queiroz, presidente do conselho da Escola Estadual Monteiro Lobato. “Esse é um momento de clareza, para tirar algumas dúvidas que permeiam durante as execuções dos projetos das escolas. Essa é a primeira vez que estou vindo e acho importante a Seduc promover essa formação”, declarou.
Quem também elogiou a iniciativa foi Alessandra Batista de Almeida Meneses, que é coordenadora administrativo-financeira (CAF). “A gente precisa conhecer e dominar o estatuto, todo o trâmite das portarias, para que nós possamos executar os erários da forma correta e idônea. Precisamos estar a par de tudo para fazermos compras lícitas, consultando os membros dos conselhos e fazendo a prestação de contas corretamente”, disse.









