Por Ascom/ Seduc
Fonte: Ascom/ Seduc
A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) realizou uma reunião na tarde desta quinta-feira, 7, no auditório do Complexo Administrativo e Pedagógico da Seduc, objetivando a assinatura do documento que reorganiza a estrutura administrativa do Arquivo Público do Estado de Sergipe (APES) e da Biblioteca Pública Epiphanio Dória (BPED), adequando cargos e funções específicos às necessidades atuais do complexo cultural e histórico do APES e da BPEDH, em consonância com as legislações nacional e estadual.
Para o secretário da Seduc, Josué Modesto dos Passos Subrinho, “as duas instituições guardam documentos do século XVIII, XIX e XX, livros e obras raras imprescindíveis à memória e à história do mundo ocidental, do Brasil e de Sergipe, documentos públicos históricos, fotografias, mapas etc. Dessa forma, os ajustes são feitos com a finalidade de garantir essa preservação”, frisou.
De acordo com a diretora do Arquivo Público, Sayonara Rodrigues, a assinatura autoriza o novo organograma de ambas as instituições. “É um marco histórico a assinatura desse documento, e, com certeza, a implementação da nova estrutura colocará o Arquivo no rol das instituições arquivísticas mais promissoras do país”, disse.
A diretora da Biblioteca Pública Epiphanio Dória, Juciene Maria de Jesus, relata que há 173 anos o órgão vem contribuindo para a construção da cidadania por meio da informação, do incentivo à leitura e a preservação de documentos e obras bibliográficas do nosso Estado. “Com as novas mudanças, a Seduc evidenciará as relações de responsabilidade e a melhoria dos serviços prestados pela biblioteca, criando assim, de maneira definitiva, sua estrutura organizacional e divisão adequada de funções. Dará celeridade aos processos de organização, preservação e difusão do acervo bibliográfico e da memória cultural de Sergipe”, destacou.
A Biblioteca Pública Epiphanio Dória foi fundada em 1848, inicialmente chamada de Biblioteca Provincial de Sergipe, no Convento São Francisco, na cidade de São Cristóvão. Com a mudança da capital em 1855, foi transferida para Aracaju, ocupando o atual prédio da Câmara Municipal, na Praça Olímpio Campos. O Arquivo tem seu início no processo de independência de Sergipe da Bahia, começando sua organização em 1826. Os dois órgãos estão nos respectivos prédios construídos no século XX e fazem parte da estrutura atual da Seduc.
Criadas na primeira metade do século XIX, são as duas instituições culturais, científicas e administrativas mais antigas da estrutura governamental sergipana. Como promotoras da cultura, as duas instituições vêm contribuindo para a divulgação e fortalecimento dos laços de identidade que unem os sergipanos, por meio dos livros e documentos abrigados em seus espaços.
A pesquisadora e professora emérita da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Beatriz Góis Dantas, ressalta que “o APES vive uma nova fase de sua quase centenária existência, enquanto entidade dedicada à guarda e preservação da documentação sergipana. Em prédio restaurado, uma nova equipe tenta restaurar as práticas próprias da atividade arquivística, e para tanto se faz necessário dotar o APES de estrutura administrativa compatível com suas funções. Espera-se que as autoridades competentes entendam o alcance dessas medidas. Cumpre lembrar que uma instituição arquivística bem organizada e atuante é elemento fundamental não só para a preservação dos documentos, mas também para a produção intelectual em vários campos do conhecimento, notadamente na História de Sergipe,” concluiu.


