Por Leonardo Tomaz
Fonte: Ascom/ Seduc
O evento formativo teve início em julho de 2021 com a participação de 200 professores da rede pública de ensino e finalizará com o encontro estadual do Programa Escola da Terra
A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe e Muncípios, realizará nos dias 4 e 5 de fevereiro, a segunda edição do encontro do Programa Escola da Terra, encerrando o ciclo formativo que teve início em julho de 2021. A iniciativa tem como principal objetivo oferecer formação continuada específica para os professores e professoras que atuam em escolas do campo, nas turmas multisseriadas dos anos iniciais do ensino fundamental e em escolas de comunidades quilombolas. O sexto e último módulo vai acontecer presencialmente no Campus Prof. Alberto Carvalho da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Itabaiana, das 8h às 17h.
Para encerrar a segunda edição do Programa Escola da Terra em Sergipe, o VI módulo de formação contará com oficinas para os professores e professoras cursistas, estruturado nos seguintes temas: Experimentação literária e contação de histórias; Criança na ciência – compartilhando a ciência de forma divertida; A natureza da alimentação: consciência alimentar a partir dos sentidos; Produzindo Abayomis para contação de histórias; Concepções astronômicas na Educação do Campo; Ambiência Criativa e (trans)formadora com robótica; Mosaico no debate sobre arte, educação e democracia; Práticas agroecológicas na Educação do Campo. Além das oficinas teremos também o momento da socialização dos projetos de intervenção.
A diretora do Departamento de Educação (DED), professora Ana Lúcia Lima, explicou como foi trilhado cada módulo, bem como a significativa participação dos professores sergipanos nesse processo. “O curso de formação do Programa Escola da Terra teve início em julho de 2021 com a participação de mais de 200 professores da rede municipal e estadual. São seis meses de intensa formação e uma carga horária de 180 horas, cujas atividades abordaram a Educação do Campo e multisseriação; Educação Escolar Quilombola; Educação Escolar Indígena; Educação das Relações Étnico – raciais; A Questão do Território e a instrumentalização do Programa Escola da Terra. Além disso, os/as cursistas também receberam orientações para elaborar projetos de intervenção que serão desenvolvidos nas escolas agora em 2022”.
Para a técnica do Serviço de Educação do Campo e Diversidade (Secad) e coordenadora Estadual do Programa Escola da Terra na Seduc, professora Flávia Santos, vale ressaltar que foi um grande desafio realizar uma formação, pensada inicialmente para acontecer de modo presencial e com uma carga horária tão grande, de maneira remota devido ao longo período pandêmico. "Fizemos várias adaptações e criamos ambientes virtuais de aprendizagem para torná-la mais interativa e dinâmica possível, além disso, a equipe responsável pela coordenação do Programa aqui no estado de Sergipe realizou atividades de acompanhamento, orientação e escuta dos/das cursistas sobre a formação em todos os 13 municípios participantes do programa”, declarou.
Já a coordenadora estadual do programa na UFS, Marilene Santos, ressaltou que esse é um momento super importante “porque a Escola da Terra tem sido a única ação específica de formação continuada voltada aos professores que estão trabalhando com turma multisseriadas e aqueles que trabalham em comunidades quilombolas. No âmbito da formação continuada para professores, a gente atende a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) com essa ação”, disse ela, informando que ainda está previsto para os próximos meses uma especialização para os participantes da segunda edição do curso.
Programa Escola da Terra
O Programa Escola da Terra é uma ação do Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo). Ele é desenvolvido através de uma parceria entre Ministério da Educação (MEC), representado pela Coordenação Geral de Educação Indígena, Campo, Quilombolas e Tradições Culturais (CGICQTC); Universidade Federal de Sergipe (UFS), Campus Prof. Alberto Carvalho, através do Departamento de Educação (DEDI); a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio do Departamento de Educação (DED)/ Serviço de Educação do Campo e Diversidade (Secad) – e as Secretarias Municipais de Educação (Semeds).




