Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED
Dando continuidade ao ciclo de debates sobre a Educação Prisional, a Secretaria de Estado da Educação (Seed), em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc), promoveu na manhã desta sexta-feira, 26, o quarto encontro de um total de oito.
O evento foi realizado no Auditório Professora Hermínia Caldas, na sede da Seed, e contou com a presença de agentes penitenciários, professores que atuam no sistema prisional, estudantes de Direito e sociedade em geral.
Com o tema "O perfil do educando em privação de liberdade", o encontro contou com a palestra da defensora pública Márcia Maria Cavalcanti Macêdo, além de debates em mesa-redonda com a participação do defensor público Anderson Amorim Minas, do professor Lucas de Oliveira Santos e do coordenador de Educação Prisional, Genaldo Freitas Lima. Os debates foram mediados pelo assessor executivo do Serviço de Educação em Direitos Humanos (SEDH), Pedro de Santana Santos.
A chefe do Serviço de Educação de Jovens e Adultos, Aldjane Moura Costa, destacou a importância dos debates. "Temos a possibilidade de ofertar aos educadores do sistema prisional uma reflexão coletiva das suas práticas pedagógicas, visando a qualificar o atendimento em prol da melhoria do ensino-aprendizagem nas unidades prisionais", disse ela, explicando ainda que atualmente o sistema prisional tem 200 alunos, mas a meta é chegar a 270 até o ano de 2018.
Avanço
Os participantes destacaram que as discussões sobre o tema trazem avanços. Foi a opinião do professor Lucas de Oliveira Santos, do presídio regional Juiz Manoel Barbosa de Souza (PREMABAS).
"Nós estamos dialogando a respeito do assunto, e à medida que a gente aborda sobre as dificuldades e as necessidades, a gente avança sobre a qualidade do que já está sendo feito", disse.
O diretor da Escola de Gestão Penitenciária, Edmilson dos Santos, afirmou que a parceria entre a Seed e a Sejuc tem trazido grandes resultados. "Nós tivemos uma evolução muito grande no desenvolvimento das atividades pedagógicas com os internos nos últimos anos, porque conseguimos estabelecer um diálogo com os profissionais da área da Educação e da Segurança. Conseguimos definir por onde deveríamos caminhar para obtermos um resultado melhor", afirmou.
Durante o ciclo de debates, os presentes puderam ouvir o depoimento de Ivanete Leal, que é ex-detenta e hoje estuda no curso de Dança da Universidade Federal de Sergipe.
"Apesar de tudo o que passei, eu pude me reerguer. E foi através dos estudos que eu consegui. Não queria ser mais uma pessoa que saía da prisão sem um futuro, eu busquei fazer a diferença. Saí de lá me sentindo grande, e os estudos me proporcionaram isso", declarou.







