O evento reuniu na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju, representantes das Forças Armadas, a comunidade escola, diretores regionais de educação e autoridades
Autor: André Domingos (Estagiário)
O Estado de Sergipe iniciou, neste dia 1º de setembro, a Semana da Pátria 2026, em comemoração aos 204 anos da Independência do Brasil em relação à Coroa Portuguesa. A 89º edição da Corrida do Fogo Simbólico foi realizada na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju, logo em frente ao Palácio-Museu Olímpio Campos, no Centro da capital, e deu início às festividades cívicas e militares.
A cerimônia reuniu alunos da rede pública estadual, bandas marciais da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e o tradicional Pelotão das Bandeiras composto por alunos das escolas da rede estadual, além de gestores da Educação, autoridades e lideranças das três Forças Armadas: Marinha, Exército e Força Aérea.
A Semana da Pátria é uma realização do Estado de Sergipe, por intermédio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), e tem como objetivo celebrar a Independência do Brasil, ensinar o valor da história e da cultura do País, além de fortalecer o civismo e o respeito ao próximo. Para a gestora da pasta, a secretária Gilvânia Guimarães, trata-se de um importante momento de celebração. “A nossa rede faz aqui a abertura da Semana da Pátria. A rede pública estadual está aqui presente com representantes de estudantes, de professores e de servidores, em mais uma soma de esforços com as forças de segurança que compõem agora esse percurso da Corrida do Fogo Simbólico”, disse.
Ela aproveitou para convidar a população para os desfiles que acontecerão no dia 7 de setembro, na Avenida Barão de Maruim. “A gente inicia hoje, mas faz o convite para que, no dia 7 de setembro, a partir das 7 horas, na Avenida Barão de Maruim, a população esteja presente e participe, porque é um momento muito importante para nós. É um momento importante de celebração da nossa identidade, do nosso civismo, do patriotismo. É um momento em que a gente celebra o nosso povo, a nossa gente”, finalizou.
O capitão de Fragata da Capitania dos Portos de Sergipe (CPSE), comandante Luiz Felipe Lima Santos, destacou o sentimento de representar a Marinha neste momento. “Para mim, é uma grande honra. A independência do Brasil não é somente um fato histórico de 1823. Ela representa uma construção permanente de uma nação livre, soberana e responsável pelo seu próprio destino”.
Tradição
Assim como determina a tradição, a cerimônia de abertura da Semana da Pátria contou com a Corrida do Fogo Simbólico. Em sua 89ª edição, a corrida teve a participação das Forças Armadas no revezamento da Tocha Simbólica. Em um momento, o helicóptero da Polícia Militar, em voo rasante sobre o rio Sergipe, uma embarcação oficial da Marinha e o pelotão da Cavalaria da Polícia Militar de Sergipe acompanharam o trajeto da Tocha pela Avenida Ivo do Prado, rumo à Capitania dos Portos. Em seguida, a tocha retornou à Praça Fausto Cardoso, onde foi recebida por alunos da rede estadual, representando as comunidades indígenas e sertanejas, que a conduziram até ser entregue ao ex-aluno da rede pública Sérgio Cauã. Ele entregou o fogo simbólico à secretaria Gilvânia Guimarães, que representou o povo brasileiro na solenidade. A tocha foi conduzida pelo capitão de Fragata, comandante Luiz Felipe, que acedeu a pira, simbolizando a chama da Pátria.
A ocasião, importante para o desenvolvimento da cidadania dos jovens estudantes, também é uma grande oportunidade para resgatar e valorizar os povos originários, que se fazem presentes no território brasileiro desde antes da formação do País.
O aluno Gustavo Maciel, do Colégio Indígena Estadual Dom José Brandão de Castro, em Porto da Folha (SE), destacou o valor de representar sua comunidade, o povo Xocó, neste momento. “Esse momento é importante para mim, para a visibilidade dos povos indígenas, dos povos originários, que, antes da formação do Brasil, sempre estiveram aqui, ocupando este território. Essa é a importância da Semana da Pátria: dar visibilidade a nós, povos indígenas e dos sertões, às escolas públicas e demonstrar a força do ensino público em Sergipe e em todo o Brasil”, afirmou.
Esse também é o sentimento da aluna Isabelle Apolônia, do povo Xocó e estudante do Colégio Indígena Estadual Dom José Brandão de Castro. Para ela, é uma grande honra levar a história de sua comunidade para a abertura da Semana da Pátria. “É muito importante para mim trazer a cultura e a história do meu povo. Estar aqui representando o meu povo Xocó na Semana da Pátria é muito importante para celebrar esse momento, a história e a identidade do Brasil, ao lado de outros estudantes de todo o Estado”, destacou.
Fotos: Maria Odília
















































