Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc
Ao longo de todo o mês, as escolas da rede estadual de ensino, com o apoio da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), promoveram ações alusivas ao Setembro Amarelo. Uma dessas atividades foi realizada no dia 20, por meio da parceria entre a Seduc e a Universidade Federal de Sergipe (UFS), quando foram feitas oficinas sobre autocuidado e prevenção ao suicídio. Nessa data a ação aconteceu no Centro de Excelência Nelson Mandela, em Aracaju. A iniciativa contou com a participação de seis psicólogas, cada uma acompanhada por uma aluna de psicologia da UFS, que ministraram uma oficina sobre a temática do Setembro Amarelo, tradicional campanha brasileira de prevenção ao suicídio que acontece todos os anos no mês de setembro. As palestras foram ministradas em salas de aula separadas, mas com o mesmo conteúdo para cada turma.
De acordo com a chefe do Serviço de Projetos Escolares em Direitos Humanos da Seduc (Spededh/Dase), professora Adriane Álvaro Damasceno, a ação não se limitará apenas às oficinas. “Esse trabalho será mais extensivo, pois a ação não finaliza em setembro, vai até novembro, com o laboratório que será instalado para receber somente os alunos que tenham sido detectados com algum problema potencial, durante as oficinas. A ideia é que eles sejam ouvidos e, a partir de um diagnóstico, que haja a oferta de um atendimento individualizado para os estudantes”, explicou.
O trabalho está sendo coordenado pelo psicólogo André Faro, professor de psicologia da Universidade Federal de Sergipe. Ele destaca que durante a oficina estão sendo transmitidas aos alunos informações que levem ao automonitoramento e autocuidado, além de mostrar como lidar com o sofrimento psicológico e encontrar alternativas que não estejam relacionadas a comportamentos suicidas, buscando ajuda e modos de enfrentar os problemas.
As psicólogas fizeram uma análise sobre o que é verdadeiro e o que é falso a respeito do suicídio, tentando dar mais clareza a respeito do tema com conhecimentos científicos a fim de que os alunos entendam melhor. “É importante eles conhecerem mais sobre o assunto através de fontes mais confiáveis. Isso ajuda para que os alunos entendam e conheçam formas de lidar com seus próprios problemas, para que questões ligadas ao comportamento suicida não sejam pensadas quando eles estiverem passando por dificuldades no dia a dia”, disse.
Empatia
Alguns alunos que participaram da oficina destacaram a importância de se debater esse tema, para que haja mais empatia com outras pessoas. Foi o caso da aluna Geovana Angel, do 1º ano. “Esse é um debate que não deveria acontecer apenas no mês de setembro. Acho uma iniciativa muito boa, porque muitas pessoas podem estar passando por algum problema e não sabem como lidar. Então esses conhecimentos passados nessa oficina ajudam a gente a entender melhor essa temática”, declarou.
Opinião semelhante teve o seu colega Cauã Levi Conceição dos Santos. “Existem pessoas que podem estar com depressão ou com outros problemas, que não se sentem com vontade de viver. Aprendi que temos de estender a mão para quem precisa de alguma ajuda emocional”, afirmou. Já a aluna Mislayne dos Santos declarou que “é interessante a gente participar dessa oficina, porque pode haver pessoas dentro das salas de aula que estão passando por alguma dificuldade, mas não falam. Como a gente fica o dia inteiro na escola, uma palestra dessa ajuda bastante os estudantes a se abrirem mais”. A ação também foi realizada com alunos da Escola Estadual Poeta Garcia Rosa.
Outras ações
Outras unidades de ensino da rede estadual também desenvolveram atividades relativas ao Setembro Amarelo. Foi o caso do Colégio Estadual Emiliano Guimarães, que no dia 21 deu aos alunos a oportunidade de assistirem à palestra intitulada “Fale, escute, acolha”, ministrada pelo psicólogo Carlos Eduardo de Oliveira Guimarães. O evento contou com a participação de alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.
O Colégio Estadual São Francisco de Assis, em Canhoba, promoveu a palestra sobre o Setembro Amarelo com a psicóloga Flávia Eronides de Carvalho. O Colégio Estadual Josino Menezes, em Japoatã, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), levou a equipe da Clínica de Saúde Dorival Dias Guimarães. Na ocasião foram abordados os temas: prevenção da gravidez na adolescência; e Setembro Amarelo – prevenção ao suicídio e atualização das Vacinas. Houve também projetos em favor da vida no Colégio Estadual Quilombola 3 de Maio, em Brejo Grande, e outras escolas da rede.
A coordenadora do Núcleo de Apoio Socioemocional da Seduc (NAS), professora Marcia Furlan enfatiza que o ‘Setembro Amarelo’ para a Educação é um momento propício para “ampliarmos o diálogo sobre a importância uma escola protetiva, na qual, se compartilha as vivências e experiências, como também, os aprendizados. Cria-se deste modo, um espaço de confiança, de comunicação, de respeito, no qual os estudantes são incentivados a falar francamente sobre seus conflitos e dificuldades ao mesmo tempo que aprendem a ouvir sem julgamentos. Essas práticas desenvolvidas cotidianamente influenciam diretamente no clima escolar que pode tanto ser fator de risco quanto de proteção para a saúde mental de toda a comunidade escolar”, concluiu.








