"Um Quê de Negritude" promove o envolvimento dos alunos pelas artes

Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED

Celebração cultural une magia, beleza e representa um ganho para a sociedade sergipana

 

Por Livia Lessa

 

Um Quê de Negritude é apresentação teatral que oferece ao público uma junção de cores, beleza, música, dança, e ainda une, de maneira contextualizada, o encanto e a magia dos aspectos da cultura afro e indígena.

 

Com o Teatro Tobias Barreto lotado, na noite de ontem, 13, os alunos e ex-alunos do Colégio Estadual Atheneu Sergipense subiram ao palco para participar da peça "Aiyê, Entre o Místico e o Sagrado".  

 

A apresentação fez parte da programação do  Festival Sergipano de Artes Cênicas, evento realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult). 

 

De acordo com o secretário da Secult, Irineu Fontes, o olhar da Secretaria do Estado da Educação (Seed) mostra que a cultura pode tomar um outro rumo.

 

"Com esta  proposta é possível verificar que o ambiente escolar leva o fazer artístico a sério. Dessa maneira,  a Secult  fez o convite para Um Quê de Negritude participar do Festival e mostrar que se faz cultura e arte dentro das escolas de Sergipe", reconheceu Irineu.

 

A apresentação conta com o envolvimento dos estudantes

 

Para o ex-aluno do Colégio Atheneu, Halames Wagner, 18 anos, o projeto serve para e desenvolver as habilidades artísticas.  "Faço teatro há um ano e eu não tinha ideia como é rica a cultura negra. Infelizmente por falta de conhecimento, a sociedade ainda tem preconceito no que se refere às manifestações afro. Além disso, pra mim teatro é vida", declarou.

 

 "Um Quê de Negritude pra mim representa uma família. O espetáculo é uma forma de expressão. O projeto permite a inclusão, interação e envolvimento com a cultura", complementou a estudante do Ateneu Sergipense, Gabryelle Gois Lopes, 16 anos. 

 

Surgimento do Projeto

 

O projeto "Um Quê de Negritude", surgiu em 2007, no Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Idealizado pela professora de Português, Literatura e Redação, Clélia Ramos.

 

"Sempre realizamos espetáculos e cada vez mais os alunos se envolvem nessa iniciativa. Hoje Um Quê de Negritude já é referência no que se refere as apresentações  da cultura afro", explicou Clélia. 

 

O objetivo era atender as exigências da Lei 10.639/2003 que estabelece o ensino dos temas relacionados à cultura africana.  Atualmente, além da cultura afro o projeto também atende a determinação da Lei 11.645/2008 que visa a apresentação aos estudantes dos assuntos da cultura indígena.

 

A apresentação encantou aos espectadores

 

De acordo com o espectador e conhecedor e estudioso dos temas afro, Fernando Aguiar, este grupo já conquistou o reconhecimento.  Para ele, o espetáculo representa o trabalho de pesquisa e interação.

 

"Esta iniciativa é reflexo do envolvimento e compromisso dos professores engajados que mobilizam e sensibilizam o aluno e que cumprem a legislação federal. Acima de tudo conseguem trabalhar conteúdos para além da escola. Um Quê de Negritude é um ganho para a educação e toda a sociedade sergipana.", elogiou Aguiar.  

 

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