Avaliação diagnóstica: Educação Estadual amplia o diálogo sobre planejamento pautado nos resultados

Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc

 

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio do Serviço de Gestão do Sistema de Avaliação Educacional (Segsae), da Coordenadoria de Estudos e Avaliação Educacional (Ceave), realizou uma reunião intersetorial na manhã desta segunda-feira, 21, para analisar os resultados da Avaliação Diagnóstica do Ensino Médio, realizada no período de 10 a 28 de maio de 2021.

 

A reunião remota reuniu as equipes pedagógicas das dez diretorias regionais de educação, juntamente aos técnicos da Secretaria, com o intuito de ampliar a discussão nos resultados a fim de que, em conjunto, possam se debruçar acerca das evidências identificadas, se apropriar, estabelecer ações de intervenção pedagógica e de formação pautadas em resultados.

 

A avaliação diagnóstica foi realizada pela Seduc, utilizando como referência a Plataforma de Apoio à Aprendizagem ( https://apoioaaprendizagem.caeddigital.net/), uma iniciativa do Consed e da Undime e CAEd, lançada no segundo semestre de 2020. Durante a avaliação, foram aplicadas provas de Língua Portuguesa e Matemática. Os estudantes tiveram acesso às provas de duas formas: impressa, em formato PDF, retirada pelo estudante quando ele se deslocava até a unidade escolar para buscar o material didático das aulas remotas ou que tiveram dificuldade de acesso à internet; e no formato online, por meio do Google Formulários enviado pela direção escolar.

 

De acordo com a coordenadora da Ceave, Joniely Cruz, os dados apresentados traçam as habilidades que os estudantes sinalizaram como as que estão em processo de desenvolvimento, aquelas que se consolidaram, e também mostram à Rede Pública Estadual de Ensino quais as habilidades que merecem sinal de atenção. “O foco das devolutivas do processo de avaliação diagnóstica não é apontar erros e acertos, mas identificar as habilidades que já foram desenvolvidas pelos estudantes, apesar de todos os desafios, e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas. Para isso, precisamos ter foco nas nossas ações de formação, de material didático e de metodologias”, disse, acrescentando que o trabalho não se finda; pelo contrário, ele se inicia. “Para a avaliação ser concretizada é necessário que se tenha uma tomada de decisão com base em ações pautadas nesses dados”, concluiu.

 

A chefe do Serviço de Gestão do Sistema de Avaliação Educacional, Katia Araújo, explica que 171 unidades escolares que ofertam o Ensino Médio e suas modalidades aplicaram a avaliação diagnóstica. Os estudantes receberam atividades de verificação da aprendizagem, contendo 25 questões de cada componente curricular a ser aferido, ou seja, Língua Portuguesa e Matemática. “Com base nesses resultados, a proposta é que a rede possa focar e organizar toda a formação de professores e o trabalho pedagógico direcionado para esses resultados, apontando quais foram as habilidades menos e mais desenvolvidas”, enfatizou.

 

Foram previstos 67.729 estudantes matriculados para resolver as questões, porém, considerando o cenário de pandemia de covid-19 no Brasil e o impacto em todos os âmbitos da vida dessas pessoas, 29.153 responderam à avaliação diagnóstica, no componente curricular de Matemática e 32.137, no componente de Língua Portuguesa.  O maior índice de participação nas provas foi das turmas de 3ª série, com 49,12% de respondentes em Língua Portuguesa e 43.6% em Matemática.

 

Os estudantes de todas as séries tiveram melhor desempenho em Língua Portuguesa, alcançando o nível básico, no qual os estudantes provavelmente já iniciaram o processo de sistematização e domínio das habilidades consideradas essenciais ao período de escolarização em que se encontram. Para poderem avançar, precisam de atenção especial no sentido de completar o desenvolvimento daquelas habilidades de Língua Portuguesa e Matemática, referentes à etapa de escolarização atual, que ainda não estão consolidadas. 

 

Já em Matemática, os estudantes demonstraram maior dificuldade, e os resultados apontam já desenvolveram habilidades de etapas anteriores, mas necessitam de atenção especial no sentido de retomada de aprendizagens de etapas anteriores, bem como nas habilidades de Língua Portuguesa e Matemática da etapa de escolarização em que se encontram.

 

Além dos gestores pedagógicos das Diretorias de Educação, participaram técnicos dos Serviços de Ensino Profissional (Sepro), de Ensino Médio (Semed) e de Educação de Jovens e Adultos (SEJA) do Departamento de Educação (DED); e da Coordenadoria de Educação a Distância, Formação e Tecnologias Educacionais (Cefor).

 

 

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