Colégio José Barreto Fontes promove o III Dezembro Meninos e Meninas: Juntos contra a violência

Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED

 

Para levar uma maior conscientização sobre os diversos tipos de violência, e também sobre gravidez na adolescência e doenças sexualmente transmissíveis, o Colégio Estadual José Barreto Fontes, em Nossa Senhora do Socorro, está promovendo a terceira edição do Projeto Dezembro Meninos e Meninas: Juntos contra a violência.

 

Ao longo da manhã desta quinta-feira, 15, os estudantes assistiram a palestras e tiveram a oportunidade de receber aconselhamentos com enfermeiras e uma psicóloga. Outra novidade foi a presença da Unidade Móvel, um ônibus onde os alunos puderam fazer o teste de HIV e sífilis.

 

A diretora Ises Rodrigues destacou que já houve muitos casos de violência na escola, além de gravidez na adolescência, e por isso o evento é importante para alertar os alunos sobre esses assuntos.

 

"É necessário incutir na cabeça dos alunos que é mais importante estudar do que outras coisas. Nossa Senhora do Socorro é o segundo município com maior quantidade de casos de Aids. Nós passamos parta eles a importância de se cuidar e se prevenir. Além disso, temos muitas meninas que engravidaram cedo, e a preocupação é que elas deem continuidade aos estudos, evitando doenças e outros problemas", afirmou.

 

A professora responsável pelo evento, Ana Waleska, explicou que o projeto teve início há quatro anos, depois de se detectar a grande quantidade de meninas que engravidavam entre os 11 e 12 anos de idade.

 

"Tivemos a ideia de fazer esse projeto para as meninas e também para os meninos, para tratar sobre a prevenção da gravidez na adolescência e contra as doenças sexualmente transmissíveis. O número de abortos que acontecem em Socorro é muito grande. A nossa proposta é zerar esses índices", declarou.

 

O médico Almir Santana ministrou uma palestra para os estudantes e destacou os benefícios de se levar o conhecimento sobre esses temas. "Os jovens estão começando a vida sexual muito cedo, então a escola tem que acompanhar essa mudança de comportamento deles e trazer as informações corretas. O nosso papel é passar o conhecimento de maneira adequada", disse.

 

Conhecimento

 

Os alunos que participaram do projeto se mostraram satisfeitos pelos conhecimentos adquiridos nas palestras e também pela oportunidade de fazerem o teste de HIV e sífilis.

 

A aluna Kedma Valéria disse que "mesmo que as pessoas saibam de muita coisa sobre esses assuntos, sempre têm alguma dúvida. Então aqui nós podemos aproveitar esse momento para sanar essas questões e ficar sabendo mais um pouco".

 

João Emerson destacou a importância dessa conscientização. "Precisamos ter noção sobre tudo isso, pois cada vez mais vem aumentando o número de doenças sexualmente transmissíveis. Então é preciso nos alertar para essas questões", declarou.

 

Já Amanda dos Santos afirmou que "muitos de nós às vezes recebemos informações erradas. São muitas opiniões envolvidas. Então ter palestras assim todos os anos é muito bom porque tira as nossas dúvidas", disse.

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