Festival Junino da Educação finaliza com celebração da cultura nordestina no agreste e médio sertão sergipano

Estudantes da rede pública estadual de ensino participaram de um grande encontro junino marcado por tradição, música, dança e valorização das raízes do Nordeste

Autora: Bruna de Souza (estagiária)

O Festival Junino de Educação (Fejune) nas Diretorias Regionais de Educação 3 e 5 foi realizado nesta quarta-feira, 18, reunindo estudantes da rede pública estadual de ensino em uma grande celebração da cultura nordestina. O evento proporcionou momentos de integração, aprendizado e valorização das tradições que fazem parte da identidade do povo do Nordeste.

Em Itabaiana (DRE 3), os alunos das escolas participantes se dividiram para representar os nove estados nordestinos, apresentando aos visitantes aspectos culturais, gastronômicos, históricos, geográficos e artísticos de cada região. Com o tema “O Nordeste se encontra aqui”, cada unidade escolar recebeu a missão de estudar e apresentar um estado do Nordeste brasileiro.

A secretária de Estado da Educação, Gilvânia Guimarães, acompanhou as atividades realizadas nas DREs 3 e 5 e destacou a importância pedagógica do festival. “A gente celebra aqui, junto às Diretorias Regionais de Educação, a temática do Nordeste, tendo todos os estados nordestinos como fonte de pesquisa. A parte pedagógica foi amplamente trabalhada ao longo do semestre. Os estudantes realizaram pesquisas, produziram exposições, apresentações culturais e danças. Hoje, estamos vivenciando a culminância de um trabalho construído ao longo dos últimos meses, mostrando todo o conhecimento adquirido nesse processo”, afirmou.

Segundo o diretor regional de educação do Agreste (DRE 3) Gladston Santos, o projeto foi desenvolvido para aproximar os estudantes da riqueza cultural da região. “Cada escola da rede estadual em Itabaiana está trabalhando em um estado do Nordeste brasileiro. Os alunos pesquisaram aspectos geográficos, econômicos, culturais, artísticos, além da música e dos costumes de cada localidade. Hoje acontece a culminância desse trabalho, representada pela decoração das barracas e pelas apresentações culturais preparadas por cada escola”, destacou.

As barracas temáticas chamaram a atenção pela criatividade e riqueza de detalhes. O Centro de Excelência de Educação em Tempo Integral Doutor Airton Teles representou Sergipe. O Centro de Excelência Maria da Conceição apresentou aspectos da cultura alagoana, enquanto o Colégio Estadual Murilo Braga trouxe elementos característicos da Bahia. Outras escolas também destacaram a culinária, as tradições e os artistas dos demais estados nordestinos.

Para a diretora do Colégio Estadual Murilo Braga, Maracy Pereira, representar a Bahia foi uma oportunidade de evidenciar a riqueza cultural do estado. “Neste Fejune 2026, nossa escola está representando a Bahia. Dentro da temática ‘O Nordeste se encontra aqui’, buscamos mostrar a diversidade cultural baiana, seus ritmos, crenças, cores, sabores e tradições. A Bahia é um estado rico em gastronomia, folclore, dança e manifestações populares, e procuramos trazer um pouco de tudo isso para a nossa barraca, inclusive com comidas típicas que não poderiam faltar, como o caruru”, destacou.

Representando o Maranhão, a estudante Maria Eduarda Silva Pereira de Jesus, do 1º ano do Centro de Excelência Dr. Augusto César Leite, ressaltou a importância da pesquisa realizada ao longo do projeto. “Aprendi muitas curiosidades sobre o Maranhão, como o fato de ter sido fundado por franceses e a importância dos lençóis maranhenses. Também estudamos a culinária, a cultura e o Bumba Meu Boi, uma das tradições mais conhecidas do estado”, contou.

Nossa Senhora das Dores

Na DRE 5, em Nossa Senhora das Dores, o Fejune reuniu estudantes e educadores em torno da temática “A história dos festejos juninos”, abordando desde a origem das celebrações até as formas como elas são vivenciadas atualmente.

Segundo a diretora regional do médio sertão, Elaine Melo, o festival já se tornou uma tradição entre as escolas da região. “O Fejune já virou uma tradição dos festejos juninos. Todos os anos reunimos as unidades escolares da Diretoria Regional de Educação 5 para celebrar a cultura junina. Neste ano, trabalhamos a história dos festejos juninos, desde o seu surgimento até os dias atuais. Isso é muito importante para a cultura local e, principalmente, para a alegria dos nossos estudantes, que adoram participar dessas atividades. Temos uma diretoria regional que apoia totalmente a cultura”, destacou.

Entre as apresentações da DRE 5, os estudantes também exploraram as origens da quadrilha junina. De acordo com a professora Maria José, a proposta foi mostrar a evolução histórica dessa manifestação cultural ao longo dos anos. “A organização da barraca foi feita de acordo com o nosso tema, que é a dança da corte, considerada a origem da quadrilha. Os estudantes apresentaram esse contraste entre o passado e o presente, mostrando como eram os trajes e as características da dança antigamente e como a quadrilha é representada nos dias de hoje”, explicou.

A participação dos estudantes foi um dos destaques do evento. Para Yago Novaes, aluno do Centro de Excelência de Educação em Tempo Integral Milton Azevedo, o Fejune representa uma oportunidade de manter viva uma das mais importantes tradições culturais do Nordeste. “A importância do São João é muito grande para a nossa cultura, e a gente precisa continuar celebrando essa tradição. Tivemos bastante trabalho para preparar nossa apresentação, com muitos ensaios e dedicação de todos os alunos. Foi um processo desafiador, mas conseguimos nos organizar e estamos muito felizes em participar desse momento”, afirmou.

Durante o evento, os estudantes apresentaram danças, exposições e atividades culturais relacionadas ao tema, demonstrando o resultado do trabalho desenvolvido nas escolas ao longo do semestre. As apresentações envolveram toda a comunidade escolar e reforçaram a importância da preservação das tradições juninas. Assim, o Fejune se consolida como um espaço de aprendizagem e valorização da cultura regional, permitindo que os estudantes conheçam mais sobre a diversidade cultural do Nordeste e fortaleçam o sentimento de pertencimento às suas raízes.

Fotos: Maria Odília

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