Laboratórios expandem a cultura maker e fortalecem a inovação em escolas estaduais

Iniciativa do programa Mais Ciência na Escola contemplará dez unidades da rede estadual com espaços de inovação, robótica e desenvolvimento de projetos científicos, beneficiando professores e estudantes em diferentes regiões de Sergipe

Autora: Bruna de Souza (estagiária)

A Secretaria de Estado da Educação (Seed), em parceria com o Instituto Federal de Sergipe (IFS), lançou a segunda fase do programa Mais Ciência na Escola, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que busca ampliar o acesso à ciência, à tecnologia e à inovação entre estudantes da educação básica.

Por meio desse projeto, dez escolas da rede estadual estão sendo contempladas com Laboratórios Maker, cada um com investimento de R$ 50 mil. A iniciativa também beneficiará dez professores, selecionados por chamada interna, e cem estudantes bolsistas, que serão escolhidos por edital a ser lançado pela Secretaria de Estado da Educação. Cada escola contará com um professor e dez alunos atuando no desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos.

As unidades contempladas são: Centro de Excelência Coronel Francisco Souza Porto (DEA); Centro de Excelência Dom José Vicente Távora (DRE 1); Centro de Excelência Doutor Osman Hora Fontes (DRE 2); Centro de Excelência Abdias Bezerra (DRE 3); Centro de Excelência Coronel Joaquim Barbosa (DRE 4); Colégio Estadual Manoel Alcino do Nascimento (DRE 5); Centros de Excelência Roberta Ramalho e Graccho Cardoso (DRE 6); Centro de Excelência Monsenhor Rangel (DRE 7); e Colégio Estadual Esperidião Monteiro (DRE 8).

Representando a Seed, o diretor do Departamento de Educação, Genaldo Freitas Lima, destacou que a iniciativa representa um importante passo para a expansão da cultura maker na rede estadual. “Esse programa contemplou nossa rede com dez laboratórios maker distribuídos nas nove diretorias regionais. Nossa expectativa é que esse seja o passo inicial para que a rede continue implantando novos laboratórios e incentive cada vez mais nossos estudantes a trabalharem com as novas tecnologias”, afirmou.

A representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Helena Barros, ressaltou que o programa tem como objetivo aproximar a ciência e a tecnologia do cotidiano dos estudantes. “O Mais Ciência na Escola busca difundir o conhecimento científico, promover a educação digital e midiática e fortalecer o protagonismo estudantil. Queremos que os alunos tenham contato com a ciência desde cedo e participem ativamente da construção do conhecimento”, destacou.

Para o diretor do Serviço de Ensino Fundamental da Seed, Erinaldo Alves, os laboratórios estimularão o interesse dos estudantes pela pesquisa e pela inovação. “O laboratório maker é uma oportunidade para que os alunos iniciem sua trajetória na ciência desde cedo. A prática torna o aprendizado mais significativo e permite que os estudantes desenvolvam projetos, protótipos e soluções criativas”, disse.

A expectativa também é positiva nas escolas contempladas. A diretora do Centro de Excelência Monsenhor Rangel, Albertina Medeiros, comemorou a chegada do primeiro laboratório maker à unidade. “É um projeto riquíssimo para a nossa escola. Nunca tivemos um laboratório maker e agora fomos contemplados com esse espaço. Os professores já estão sendo capacitados, e os alunos estão muito ansiosos para o início das atividades”, afirmou.

A professora Narjara Chaves, participante da formação, destacou a receptividade dos estudantes. “Mesmo após o primeiro encontro, já percebemos o potencial do projeto. Tivemos contato com atividades de robótica, e os alunos ficaram muito empolgados quando souberam da novidade. Eles querem saber quando tudo vai começar”, relatou.

O estudante Felipe Gabriel, do 2º ano do curso técnico em Sistemas de Energias Renováveis do IFS, também destacou a importância da iniciativa. “Tenho muito interesse por programação e pelo funcionamento do Arduino. Acredito que projetos como esse podem despertar o interesse de muitos jovens pela tecnologia. Se eu tivesse tido esse contato ainda no ensino fundamental, meu conhecimento seria ainda maior”, disse.

Com a implantação dos novos espaços, a expectativa é fortalecer a cultura científica nas escolas da rede estadual, estimular a criatividade, a inovação e o protagonismo estudantil, além de ampliar as oportunidades de aprendizagem por meio da ciência e da tecnologia. A iniciativa representa mais um passo na construção de uma educação conectada aos desafios do século XXI, preparando os estudantes sergipanos para um futuro cada vez mais tecnológico e inovador.

Fotos: Maria Odília

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