Retrospectiva 2019: projetos científicos premiados nas escolas da rede estadual

Por Ítalo Marcos
Fonte: Ascom/ Seduc

A Ciência e a Tecnologia nas escolas estaduais têm proporcionado resultados excepcionais que vêm transformando a rotina dos estudantes e comunidade escolar em geral. Em 2019, projetos de robótica, criação de aplicativos, construção e lançamento de foguetes, pesquisas de cunho sustentável aproximaram os jovens de uma realidade científica que já faz parte do cotidiano estudantil e que serve de inspiração para o futuro.

 

Orientados e incentivados pelos professores, muitos alunos se engajaram na pesquisa científica e participaram de competições, feiras de ciência, mostras científicas, e conquistaram premiações importantes. Uma das mais marcantes foi a participação das unidades de ensino da rede na IX Feira Científica de Sergipe (Cienart), que aconteceu no dia 27 de outubro na Universidade Federal de Sergipe. Com a participação de escolas públicas e particulares de todo o Estado, a Cienart teve em suas primeiras colocações unidades de ensino da rede estadual.

 

O grande vencedor na categoria Ensino Médio da rede estadual de ensino foi o Centro de Excelência Dom Luciano José Cabral Duarte, com o trabalho “Produção de hidratante, a cosmetologia sem mistérios: o uso do amendoim”. O projeto foi desenvolvido por um grupo de alunos do 2º ano, orientados pelo professor Antônio Hamilton dos Santos, e teve como objetivo elaborar um creme hidratante, utilizando-se óleo de amendoim de duas variedades diferentes, amendoim branco e vermelho. A obtenção dos óleos brutos de amendoim foi realizada por meio de extração contínua (soxhlet) utilizando hexano como solvente.

 

A aluna Thassia Karine de Oliveira Machado foi às lágrimas quando seu grupo foi chamado ao palco para receber a premiação. “Desde o ano passado eu estudo para ganhar na Cienart, e esse ano foi o momento da vitória. Devo tudo ao meu professor, que acreditou muito na minha capacidade. Fazer química é o que eu gosto e pretendo continuar com isso, agora que nós ganhamos a bolsa”, disse ela. Cada aluno das equipes premiadas ganhou uma bolsa de iniciação científica PibicJr.

 

Outros premiados

 

Em segundo lugar na categoria Ensino Médio ficou o Colégio Estadual Dr. Antônio Garcia Filho, localizado em Umbaúba. Com a orientação da professora de Química, Darcylaine Vieira Martins, o grupo apresentou o trabalho intitulado “Casa de farinha: a contextualização do ensino de química a partir da produção de mandioca em Umbaúba”. O projeto buscou resgatar conceitos químicos presentes na produção da farinha de mandioca, tanto para exemplificar conteúdos de Química Orgânica e Ambiental, como para observar a comunidade onde os alunos vivem, tornando os conteúdos didáticos mais compreensíveis e motivadores. Foram realizadas visitas às casas de farinha pelo município para pesquisas de campo, onde os alunos perceberam a problemática no acúmulo das cascas da mandioca, seguidas de pesquisas bibliográficas em sites da internet e, por último, a experimentação para transformar as cascas do tubérculo em embalagens sustentáveis.

 

O terceiro colocado na categoria Ensino Médio foi o projeto “Plastleite”, do Colégio Estadual Dom Juvêncio de Britto, de Canindé de São Francisco, coordenado pelo professor Alex Alves Cordeiro. Através dele, foram realizadas práticas experimentais que consistiram na retirada da proteína caseína e, através de processos físico-químicos, obteve-se um bioplástico feito a partir do soro de leite, abrindo a possibilidade para o desenvolvimento e utilização de filmes comestíveis e biodegradáveis.

 

Na categoria Escola Pública do 6º ao 9º ano foram inscritos 40 trabalhos, 27 dos quais foram pré-selecionados e 20 apresentados. O Colégio Estadual Cícero Bezerra, de Nossa Senhora da Glória, ficou em segundo lugar, com o trabalho “O Agro é Tóxico”.

 

Da robótica à Impressão 3D

 

Com o objetivo de estimular habilidades e empreendedorismo, o Centro de Excelência Secretário Francisco Rosa Santos, em Aracaju, tem sido, há alguns anos, cenário de encontro de jovens alunos que despertaram o talento para a tecnologia. Desde 2013, o professor Flávio Gilberto Bento da Silva Araújo vem inserindo o projeto de oficina de robótica em sua grade curricular e despertando o interesse dos estudantes pela área. Tudo começou por meio de um edital da Fapitec naquele ano, quando o projeto foi inscrito e os alunos foram contemplados com bolsas de iniciação científica. O trabalho foi legitimado na escola e começou a ser desenvolvido no contraturno das aulas.

 

O projeto deu tão certo que em 2018 o professor participou do Programa STEM TechCamp Brasil, uma iniciativa da Embaixada dos EUA no Brasil, que tem como objetivo estruturar uma rede de multiplicadores formada por gestores das secretarias estaduais de Educação e professores líderes de ações escolares em Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática (STEM). Ele apresentou o projeto das Oficinas Itinerantes de Robótica Maker e a escola foi premiada com o valor de R$ 13 mil, ampliando o leque de oportunidades para a aplicação da Cultura Maker. A partir daí os estudantes do Francisco Rosa passaram a ministrar oficinas de Robótica Maker e Impressão 3D para alunos de outras unidades de ensino da rede estadual.

 

“A principal atividade imediata é que o aluno aprenda conceitos na área de Ciências, como química, física, matemática, tecnologia, engenharia e mecânica, e contextualize na prática. Essa metodologia de oficinas promove nos alunos habilidades e competências cada vez mais requeridas no mercado de trabalho”, disse.

 

Impressoras 3D

 

Com os R$ 13 mil reais da premiação do TechCamp Brasil, foram compradas impressoras 3D desmontadas, para que os alunos não apenas usufruíssem, mas que pudessem também montá-las, sendo participantes de todo esse processo. Os estudantes foram capacitados sobre o uso do equipamento e ministraram algumas oficinas itinerantes. A participação de outros professores nas oficinas já fazia parte do projeto e, com isso, mais duas unidades de ensino foram contempladas com as impressoras 3D: o Centro de Excelência Professora Maria Ivanda de Carvalho Nascimento e o Colégio Estadual Barão de Mauá, ambas em Aracaju.

 

Nas aulas e oficinas de robótica e impressão 3D os alunos criam os mais variados dispositivos, como robôs controlados por celular, tecnologias assistivas que ajudam pessoas com limitações ou deficiências, mão robótica, óculos para pessoas com tetraplegia, dispositivos em braile, entre outros. Com a impressora 3D, eles são capazes de desenhar e imprimir objetos educacionais, como minissistema solar, célula impressa para aula de biologia, estrutura molecular de elementos químicos e alfabeto em braile. Além disso, são desenvolvidos também projetos de automação residencial e a criação de aplicativos para controlar os dispositivos.

 

Conquistas e participações em eventos

 

Ao longo desses anos, os alunos do Francisco Rosa, juntamente com o professor Flávio Gilberto, tiveram uma série de participações em eventos e conquistas importantes, como na Olimpíada Brasileira de Robótica, em que já disputaram em nível nacional. Quase todos os anos eles participam também da Mostra Nacional de Robótica, onde já apresentaram uma tecnologia assistiva para pessoas com deficiência visual com voz robótica, criada pelos próprios estudantes. Eles chegaram a ser premiados na edição que aconteceu em Uberlândia (MG).

 

A turma de estudantes também sempre se faz presente na Mostra do Ensino Médio, promovida pelo Governo do Estado, em cuja última edição os alunos ficaram em primeiro lugar na categoria Robótica Educacional. Eles também já participaram da Feira Estadual de Ciências, Tecnologia e Artes de Sergipe (Cienart), apresentando os projetos.

 

Eles já apresentaram mais de 15 oficinas de Robótica Maker e Impressão 3D em escolas das redes públicas estadual, municipais e particular. O jovem Willams Dantas dos Santos foi aluno do Colégio Estadual Francisco Rosa. Ele já concluiu o ensino médio, mas ainda assim continua participando do projeto. “Aqui aprendi um pouco de tudo. Quando começamos, nós nos esforçamos para conseguir computadores, melhorar a internet, estudávamos através de apostilas. A gente pegava sucata dos outros para montarmos as nossas peças. Com o tempo, começamos a ser reconhecidos na escola e fomos crescendo cada vez mais. Para mim, foi um grande salto em minha vida”, declarou.

 

Do bagaço da laranja ao sabão ecológico

 

Um grupo de 16 alunos do Colégio Estadual Dr. Antônio Garcia Filho, localizado em Umbaúba, foi inovador em uma ação de reaproveitamento de fruta estragada. Orientados pela professora de Química, Darcylaine Vieira Martins, eles estão transformando laranjas que seriam descartadas em sabão para uso doméstico. O projeto, intitulado “Laranjas: Produzir, Espremer e Saponificar”, consiste em aproveitar o que sobra da produção da laranja produzida na região em sabão ecológico, diminuindo o acúmulo de lixo e dando um fim sustentável para o excesso da produção.

 

A professora explica que a maioria dos alunos é formada por filhos de citricultores, e que eles não sabiam quase nada sobre a produção da fruta. A partir dessa constatação, foi realizada uma ação para que eles conhecessem cada elo da cadeia produtiva da fruta. “Durante as visitas às beneficiadoras, eles observaram muita perda de laranjas e perguntaram se tinha como reaproveitá-las. Passamos a levar para o laboratório e transformar as laranjas em algo que pudesse ser utilizado na escola. Como eles estavam estudando a saponificação, que é a reação para produção de sabão, resolvemos juntar as laranjas desperdiçadas e transformá-las em sabão”, disse ela.

 

 Cada barra de sabão é produzida a um custo de apenas R$ 0,15, e o produto é utilizado na escola e para uso doméstico. Para a sua fabricação são necessárias três etapas. Os alunos pegam laranjas estragadas, batem no liquidificador com casca, misturam com soda cáustica e óleo, e depois o produto fica guardado por 15 dias para ficar no ponto certo para ser embalado. Os alunos utilizam liquidificador, balança, jaleco, luvas e máscaras.

 

“Esse projeto dá significado a tudo o que a gente ensina em sala de aula. Eles veem muito conteúdo abstrato, mas quando os tiramos da sala e levamos para que vejam a realidade do município, que tem algo que eles podem usar em sala de aula para modificar e melhorar o seu meio ambiente, é de grande importância”, declarou a professora.

 

O sabão produzido é utilizado na cozinha da escola, na casa dos alunos, e a intenção é que eles possam transmitir o que aprenderam para associações do município.

 

Premiações

 

O projeto deu tão certo que foi premiado e teve participação em alguns eventos científicos. No mês de julho, a professora Darcylaine e o aluno Jian Nascimento dos Santos, do 3º ano, participam da Mostra Nacional de Feiras de Ciências no Mato Grosso do Sul, que aconteceu durante a 71ª Reunião da SBPC, onde também foi realizada a Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetec MS). Ambos os eventos fazem parte da programação da SBPC Jovem.

 

O convite partiu do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ao analisarem que o projeto da escola estadual sergipana é sustentável do ponto de vista da viabilidade científica, além de ter sido classificado em 1º lugar na Feira de Ciências, Artes e Tecnologia da UFS (Cienart); 1º lugar no Prêmio Destaque PIBICjr e o 3º lugar na etapa estadual do Prêmio Professores do Brasil do Ministério da Educação.

 

Astronomia

 

A Astronomia também fez parte da rotina de muitos alunos da rede estadual de ensino. Estudantes de cinco unidades escolares de três municípios de Sergipe alcançaram médias suficientes para serem agraciados com medalhas de ouro, prata e bronze na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). As escolas participantes foram os Centros de Excelência Professora Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, Atheneu Sergipense e Dom Luciano, em Aracaju, além do Colégio Estadual Professor Abelardo Romero Dantas, em Lagarto, e o Colégio Estadual Severiano Cardoso, localizado em Boquim.

 

No Centro de Excelência Dom Luciano, há três anos a astronomia faz parte dessa realidade através da disciplina eletiva do Ensino Médio em Tempo Integral, conduzida pelo professor Tiago Viana. Com o engajamento e desempenho dos estudantes, a escola é tradicionalmente premiada na OBA e coleciona dezenas de medalhas. Nesta edição, além dos medalhistas na prova de Astronomia e Astronáutica, a equipe da unidade conseguiu resultado positivo no lançamento de foguetes, conquistando uma vaga na etapa nacional da 13ª Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), que aconteceu no Rio de Janeiro, no mês de novembro.

 

Os medalhistas do Dom Luciano foram os alunos Diogo Eduardo Alves Martins, Lucas Reynan Nascimento Lima, Matheus dos Santos Nascimento, Mayra Santos Moura e William Kevin dos Santos.

 

Escola atuante nos projetos de ciência e tecnologia, especificamente na criação de protótipos de robótica, o Centro de Excelência Professora Maria Ivanda de Carvalho Nascimento, unidade que oferta o Ensino Médio em Tempo Integral, conquistou oito medalhas na OBA. Segundo o orientador dos estudantes, professor Manoel Messias Pereira Valido Filho, a olimpíada é uma forma de estimular as potencialidades de cada aluno. Ele ainda confidencia que já tem quem pense em seguir a carreira na Astronomia. "É gratificante vê-los recebendo esse reconhecimento. São alunos comprometidos com o conteúdo e que conseguem ir além dos nossos ensinamentos", pontuou Valido, informando que aos sábados letivos realiza atividades extracurriculares com os estudantes sobre tecnologia.

 

No Maria Ivanda, os alunos Andressa Letícia dos Santos, Carlos Brenno de Jesus Santos, Gabriel Santos Silva, Gustavo Menezes Santos, Ionara Fantyne Lima Santos, José Alisson Dias de Almeida, Laiza Martins Nascimento e Rayssa Dantas Sátiro Manoel alcançaram a média e foram premiados com medalhas.

 

Representando o Centro de Excelência Atheneu Sergipense na OBA, o aluno Lucyano Moraes de Melo Filho conquistou medalha de ouro. Quem o orientou foi a professora Helena Cristina Carvalho de Oliveira.

 

O destaque vai ainda para as escolas do interior do Estado. No Colégio Estadual Severiano Cardoso, em Boquim, o jovem Gustavo de Souza Santos, participando pela primeira vez da competição, também foi reverenciado com medalha de ouro. A professora Andréia Reis Fontes foi a sua orientadora.

 

Já no centro-sul de Sergipe, sob a orientação do professor Irlan Marques Cunha Portela, dois alunos do Colégio Estadual Professor Abelardo Romero Dantas, em Lagarto, conquistaram medalhas de prata e bronze na Olimpíada de Astronomia. São eles: José Vitor Rodrigues Santos (prata) e Marcos Vinicius Menezes Santos (bronze).

 

Aplicativos

 

Além das experimentações científicas, a tecnologia também foi bastante utilizada pelos alunos da rede estadual. O desenvolvimento de aplicativos foi um dos que mais se destacaram. Um deles é o “Think Big”, desenvolvido por quatro alunas do Colégio Estadual Alcebíades Paes, no município de Cumbe, cujo objetivo é amenizar a prática do suicídio entre crianças e adolescentes. As estudantes Lara Estephany, Nataly Santana, Letícia Moura de Oliveira e Maria Letícia de Jesus Rodrigues tiveram como mentor José Wilmer Rodrigues, formador do Instituto Paramitas, que apresentou a elas o Programa Tecnovation Challenge Brasil, uma competição de tecnologia e empreendedorismo. A partir daí, elas se interessaram em participar e debateram ideias até chegarem ao aplicativo.

 

A ferramenta tecnológica foi produzida em cerca de 15 dias para que pudesse ser apresentada no Tecnovation Challenge Brasil no mês de maio deste ano, em Salvador (BA). O funcionamento do aplicativo se dá através da apresentação de situações-problema por um personagem chamado Jack. Ele faz ao usuário perguntas retratando casos específicos, como agressão verbal, bullying, questões de gênero, preconceito, entre outros. O intuito do aplicativo é fazer com que a pessoa saiba lidar com problemáticas do dia a dia que levam a frustrações emocionais. Por enquanto, só a comunidade escolar tem acesso, através de um código, mas as meninas querem, futuramente, aprimorar o aplicativo e deixar disponível ao público.

 

“O suicídio é um problema muito grave. Eu mesma conheço pessoas que já se automutilaram, já tiveram vontade de se suicidar. Todo mundo passa por momentos ruins na vida, então o nosso aplicativo pretende ajudar todas as pessoas. Muitos passam por situações em que chegam até a pensarem se suicidar e não sabemcomo resolver. Se nosso aplicativo conseguir salvar uma pessoa, já seria um grande prazer”, disse Nataly Santana, uma das componentes do grupo. Ela conta ainda que toda a comunidade escolar apoiou a ideia.

 

Outro aplicativo de destaque foi o “Athenados”, desenvolvido por 10 alunos do 2º e 3º anos do ensino médio, juntamente com alguns professores do Centro de Excelência Atheneu Sergipense, em Aracaju. O app visa oportunizar aos alunos estudar para as provas do Enem de um jeito mais dinâmico e inovador. A ideia nasceu de uma conversa entre os alunos e a professora de Química, Kátia Cristina Elizabeth de Carvalho Araújo da Silva, sobre projeto para apresentar na Cienart. De acordo com a professora Kátia Cristina, em um primeiro momento serão disponibilizados apenas conteúdos das disciplinas de Ciências da Natureza e Matemática. Depois o projeto será aberto para outras disciplinas.

 

“O aplicativo Athenados terá conteúdos resumidos das disciplinas, exercícios com gabaritos resolvidos, mapas mentais. Os próprios alunos estão pesquisando e separando os conteúdos, que depois são passados para os professores envolvidos para selecionar. O protagonismo desse projeto é todo dos estudantes. Os professores estão apenas por trás, dando subsídios e orientando”, explicou. Além dela, estão envolvidos no projeto a professora Ilsema dos Santos Chagas (Biologia), Herman do Lago Mendes (Matemática) e Diego Batista (Física).

 

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