Por Francimare Araújo
Fonte: Ascom/ Seduc
O Centro de Referência em Educação Especial (CREESE), vinculado à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), realizou na manhã desta quarta-feira, 8, uma reunião virtual com os colaboradores do CREESE com o propósito de debater a formação continuada que trata dos aspectos na avaliação biopsicossocial dos alunos com deficiência e ou dificuldade de aprendizagem da Rede Estadual de Ensino de Sergipe.
O professor e psicólogo Anselmo Francisco de Oliveira promoveu reflexões acerca dos impedimentos nas funções e na estrutura do corpo (possibilidades físicas), fatores socioambientais (onde e como vive), aspectos psicológicos e pessoais (desejos próprios), limitação no desempenho de atividades e restrição de participação, como a acessibilidade.
De acordo com o diretor do CREESE, Anderson Araujo, a concepção biopsicossocial está baseada no modelo social dos direitos humanos e na Lei Brasileira de Inclusão n° 13.164/2015. Para o diretor, o ambiente tem influência direta na liberdade da pessoa com especificidades funcionais. Isso pode se agravar por conta do seu entorno e não em razão da deficiência propriamente dita.
O modelo social propõe uma conceituação mais justa e adequada para que as pessoas com deficiência sejam ativas em suas decisões. Com base nesse conceito, é possível dizer que as barreiras de acessibilidade (metodológica, atitudinal, instrumental, avaliativa, pragmática, arquitetônica e tecnológica) na escola são impeditivas na melhoria do acesso, permanência e aprendizagem do aluno.
“Em função da pandemia e do trabalho remoto, o CREESE se reinventa e dá início à formação continuada, tendo seus próprios colaboradores como debatedores das experiências e formação compartilhada”, disse o diretor.

