Conexão em dois dos maiores aeroportos do planeta foi oportunidade para conhecer diversidade cultural e tecnologia
Por Acácia Merici
Uma experiência internacional que vai muito além da sala de aula. Após embarcar em Aracaju rumo à Ásia, intercambistas do Sergipe no Mundo, programa do Estado de Sergipe por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), iniciaram a imersão do eixo tecnológico ainda durante o trajeto. Eles tiveram a oportunidade de conhecer de perto a estrutura, a tecnologia, a inovação e os serviços oferecidos por dois dos mais importantes aeroportos do mundo: o Hamad International Airport, em Doha, no Catar, e o Changi Airport, em Singapura.
Nestes locais, alunos e professores conheceram diferentes aspectos da operação aeroportuária, o sistema de imigração, observaram soluções tecnológicas e de sustentabilidade e entram em contato com modelos de gestão que transformaram os dois terminais em referências internacionais.
A primeira conexão internacional foi em Doha, no Catar, no Hamad International Airport. Durante algumas horas, eles já iniciaram a quebra da barreira do idioma, conhecer instalações, serviços e aspectos da operação do terminal. Um dos pontos que mais chamou atenção foi o The Orchard Garden, um jardim tropical interno com 6.000 metros quadrados, repleto de plantas e luz natural, localizado no centro do Hamad. Além disso, o aeroporto possui obras de arte gigantes e o pequeno trem, que interliga os terminais.
“Achei maravilhoso e totalmente diferente. É um aeroporto incrível e pudemos ver de perto uma realidade diferente da nossa. O jardim interno é muito lindo. Conhecer essas tecnologias no aeroporto antes mesmo de chegar ao nosso destino já mostram que o intercâmbio começou muito bem. É incrível”, destacou Ana Luiza Gama, do Centro de Excelência Prof João Costa, de Aracaju.
Após quase 40 horas de viagem, a turma sergipana chegou em Singapura e, de imediato, perceberam que o país respira tecnologia. Tudo começou na imigração do Changi Airport, onde todo sistema é 100% digital e biométrico (com reconhecimento facial e de íris) em todos os seus terminais, o que torna o acesso rápido e seguro. Além disso, os terminais possuem sistema rápido de limpeza feito por robôs, o que comprova que a gestão aeroportuária, a inovação, a sustentabilidade integram o aeroporto para o futuro.
O aeroporto conta ainda com o Jewel Changi, um complexo paisagístico com a Rain Vortex, a maior cachoeira interna do mundo, com 40 metros de altura, cercada por uma floresta indoor, e um borboletário com jardim de orquídeas, cactos e girassóis espalhados pelos terminais.
“Ficamos impressionados com tudo que vivos no aeroporto de Singapura e conhecer essas tecnologias logo na entrada foi um presente de recepção. A cidade respira tecnologia desde a chegada no aeroporto e nas áreas que vamos conhecer ao longo deste intercâmbio. Tenho certeza que vai superar nossas expectativas”, pontuou o professor Jackson Júnior, intercambista do Centro de Excelência Gov Seixas Dórea, de Nossa Senhora do Socorro.
O Programa
O Sergipe no Mundo é um programa de intercâmbio educacional do Estado de Sergipe voltado para estudantes de 14 a 17 anos e professores da rede pública estadual de ensino. A iniciativa busca ampliar as oportunidades de formação acadêmica e cultural dos jovens sergipanos, proporcionando experiências de imersão em outros países e o contato direto com diferentes idiomas, culturas e sistemas educacionais.
Na edição de 2026, o programa contempla 223 intercambistas. Nesta terceira edição, a grande novidade foi a inclusão de professores e o eixo tecnológico e digital, que se soma ao eixo linguístico. As turmas vivem a internacionalização da educação básica em Brighton e Crambrigde, na Inglaterra; Waterford e Dublin, na Irlanda; Sevilha e Salamanca, na Espanha; Camberra, na Austrália; Toronto e Vancouver, no Canadá; Cidade de Singapura, Singapura; Vale do Silício – São Francisco, nos Estados Unidos, Lyon e Lille, na França.
Durante o intercâmbio, os participantes têm a oportunidade de aperfeiçoar seus conhecimentos linguísticos, desenvolver novas habilidades e ampliar sua visão de mundo por meio da convivência em ambientes multiculturais. A experiência contribui para o fortalecimento da autonomia, do protagonismo estudantil e da preparação dos jovens para os desafios acadêmicos e profissionais de uma sociedade cada vez mais globalizada.
Fotos: Acácia Merici








