Palanque da Acessibilidade garante inclusão para Pessoas com Deficiência no desfile de 7 de Setembro

Espaço acessível com alimentação, vista privilegiada e hidratação para assegurar a inclusão de pessoas com deficiência física ou cognitiva

Por: André Domingos (estagiário)

As celebrações do feriado de 7 de setembro, com os desfiles cívico-militares na avenida Barão de Maruim, em Aracaju, atraíram um grande público. As exibições das forças armadas, das bandas marciais das comunidades sociais, e de alunos das escolas da rede pública estadual, marcaram este momento tradicionalmente vivido pelos sergipanos.

Dada a importância da celebração da data que marca a independência da nação brasileira à coroa portuguesa, a Avenida Barão de Maruim acolheu um vasto público, que exaltaram cada pelotão em seus respectivos desfiles. Diante da pluralidade social notável neste evento, é de suma importância garantir que todos possam prestigiar com equidade e acessibilidade.

Com esse objetivo, o Estado de Sergipe tomou a iniciativa de disponibilizar o Palanque da Acessibilidade, um espaço pensado para acolher pessoas com algum tipo de deficiência, seja de natureza cognitiva ou física.

Este é o caso de Matheus Andrade, deficiente visual monocular, que acompanhou os desfiles pela primeira vez. Ele relatou sua experiência e destacou a necessidade de espaços voltados à acessibilidade. “Está sendo uma experiência incrível, porque o Governo fez esse espaço voltado para nós que temos eficiências físicas. Dá para assistir melhor, tem água para a gente beber, e também tem um lanchinho”, disse.

A experiência positiva no Palanque da Acessibilidade foi unânime. Para José Wanderlei Almeida, de 61 anos, ações desse tipo são essenciais para garantir a participação popular. “É uma experiência muito interessante, parabéns ao Governo do Estado, à equipe da Secretaria de Educação, que está à frente dessa organização, isso é válido, proporciona acessibilidade aquelas pessoas que possuem alguma deficiência física, isso é importante para a participação da população em eventos dessa proporção”, afirmou.

Além de oferecer água e alimentação, o Palanque contou com uma rampa de acesso para os telespectadores com alguma deficiência física. Este é o caso de Celma Esteves, que não tem uma das pernas. “A acessibilidade aqui está de nota dez. A gente tem como se sentar, o pessoal é muito educado, estamos na sombra. E, como tenho uma deficiência física, posso sentar quando canso, além, é claro, de estar com uma visão privilegiada”.

Fotos: Silvio Oliveira e Mariana Ribeiro

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