Educador incentiva estudantes a participarem de pesquisas e atividades científicas

Por Lívia Lessa
Fonte: ASCOM / SEED

 


Por Lívia Lessa


A atuação do professor de química, Danilo Oliveira Santos, do Colégio Estadual Deputado Guido Azevedo, em Areia Branca, na Diretoria Regional de Educação 3 (DRE3), permite uma maior visibilidade e projeção da pesquisa na rede estadual de educação. O educador desenvolve três projetos que contam com o envolvimento e colaboração dos alunos voluntários e bolsistas do Programa de Bolsa e Iniciação Científica Jr. (Pibic Jr.). Os estudos desenvolvidos são: Casca de banana utilizada como Adsorvente para a Remoção de Corantes; Laboratório de Química com Materiais Alternativos e Química em Areia Branca: Canal no Youtube para a divulgação de experimentos adaptados de livros didáticos (http://www.youtube.com/c/químicaemareiabranca ).

 

Apaixonado pelo que faz,  Danilo Oliveira Santos não esconde o orgulho e satisfação em colaborar na formação de tantos jovens da região Agreste de Sergipe.  "Ser professor é trabalhar na mediação e construção do conhecimento científico. Para tal, a busca de metodologias mais adequadas a seu ambiente de trabalho é necessária e oportuniza a formação de cidadãos com melhor formação acadêmica e social", destaca, ao comentar que para um bom trabalho na educação, empenho e dedicação são primordiais. "No entanto, o educador deve ter criatividade para enfrentar os problemas estruturais. O incentivo e a valorização são necessários para entusiasmar a busca de melhores resultados", complementa.

 

O docente não esconde a emoção ao comentar acerca dos caminhos exitosos percorridos pelos seus alunos. Para ele, a gratidão dos alunos pela aprovação em concursos ou ingresso em instituições de ensino superior (IES) torna-se a vitória do professor e demonstração de que está fazendo a diferença na sociedade. "Em recente relato fiquei muito feliz quando uma estudante participante de um projeto me informou que prestará o curso de Química devido as minhas aulas. Esse é um grande incentivo para continuar na batalha diária. O sucesso dos alunos é também uma vitória para o educador; é quando este percebe que todo o trabalho desenvolvido pode ser útil para mudar a vida social e profissional de uma pessoa.

 

Aproximação com o universo científico


Segundo o professor Danilo, quando os educandos participam dos projetos pedagógicos, automaticamente, são inseridos em um ambiente de pesquisa. Dessa maneira, buscam alternativas para resolução de problemas com o conhecimento científico.

 

"Neste cenário, as atividades despertam interesse em aprender os conceitos de forma contextualizada e com entusiasmo. Além disso, a criatividade e a melhora na oralidade devido às apresentações dos projetos fora da escola favorecem a formação acadêmica dos estudantes participantes", frisa.

 

Principais resultados


O professor relembra que no projeto "Casca de Banana Utilizada como Adsorvente para a Remoção de Corantes", no primeiro momento, os alunos tiveram o contato com artigos científicos para entender a proposta da pesquisa.  "Analisamos os procedimentos experimentais descritos na literatura para iniciarmos os nossos estudos. Com minha orientação, os discentes se reuniram para as atividades práticas", expõe Danilo Oliveira Santos.

 

Ainda conforme o docente, os resultados obtidos foram discutidos em grupo e divulgados em eventos científicos.  O educador explica que nos estudos "Química em Areia Branca: Canal no Youtube para a Divulgação de Experimentos Adaptados de Livros Didáticos" e "Laboratório de Química com Materiais Alternativos" foram realizadas pesquisas de experimentos em livros didáticos, revistas especializadas e endereços eletrônicos.

 

Divulgação das atividades: canal do YouTube


Os experimentos foram testados em sala de aula sob a supervisão e orientação do professor. "Selecionamos as atividades experimentais que poderiam ser adaptadas com materiais alternativos.  Para divulgação, algumas gravações foram realizadas no colégio, outras foram feitas em casa pelos alunos. Nas filmagens, foram utilizados aparelhos celulares. Os resultados obtidos em ambos os projetos são divulgados em um canal do YouTube denominado Química em Areia Branca", anuncia.

 

No que tange à criação do canal, o docente reconhece que a divulgação dos projetos no canal do YouTube dá a oportunidade de pessoas de distintas regiões do país conhecerem atividades experimentais com materiais de baixo custo e fácil acesso.

 

"O Canal do YouTube Química em Areia Branca foi criado para a divulgação de experimentos de Ciências com a utilização de materiais alternativos. O canal possibilitou aos alunos participantes a atividade de pesquisa científica com busca, adaptação dos experimentos, além do incentivo à criatividade com a produção de vídeos.  A divulgação do material produzido, além de auxiliar os discentes da própria instituição de ensino, possibilitará a alunos e professores de outras escolas que não apresentem estrutura física para experimentos a visualização de atividades com materiais alternativos", observa.

 

A escolha da produção do canal no YouTube para a disseminação do conhecimento produzido deve-se à facilidade na publicação, ser um serviço gratuito e um site bastante acessado pelos jovens. "Além disso, no YouTube há a possibilidade de interação entre o autor e o visitante através dos comentários no material divulgado.  A ideia é ter no próximo ano um material didático digital com maior parte dos conteúdos presentes no currículo de Química do Ensino Médio", menciona Danilo Oliveira Santos.

 

Participação em eventos científicos


Os resultados dos projetos são apresentados em eventos científicos e publicados em artigos de revistas. "Nesse ano, participei do Simpósio de Educação Química de Sergipe com aprovação de publicação de artigo para a Revista Vivências em Educação Química (Reveq). Os projetos foram apresentados nos seguintes eventos: X Encontro Estadual de Química e VIII SBQ Regional Nordeste; Ciência na Escola.  Além disso, serão apresentados na Feira Estadual de Ciências, Tecnologia e Artes", declara.

 

As pesquisas desendividas no Colégio Estadual Deputado Guido Azevedo foram selecionadas para serem apresentadas na Feira Estadual de Ciências, Tecnologia e Artes (Cienarte). De acordo com o professor, o evento é importante para a divulgação científica dos trabalhos da Educação Básica de Sergipe.

 

"Na sua culminância, há a interação e discussão dos projetos dos alunos com docentes da Educação Básica e do Ensino Superior fortalecendo o conhecimento científico. Os alunos reconhecem a importância dos trabalhos desenvolvidos na instituição de ensino com o diálogo existente no decorrer do evento", salienta.

 

O educador se recorda de que como resultado das trocas de informações, no ano de 2016, um professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS) convidou uma aluna para quando ingressasse no curso superior fizesse parte do grupo de pesquisa. "Assim, a Feira também é um momento de reconhecer talentos para o universo científico e acadêmico".

 

Trajetória


Danilo Oliveira Santos finalizou a graduação em Licenciatura em Química em 2010 pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), logo em seguida ingressou no mestrado em Química, na mesma instituição, finalizando no ano de 2012. No ano passo, tornou-se doutor em Ciências e Engenharia de Materiais também na UFS.

 

Ainda quando aluno da graduação, no ano de 2009, o jovem estudante já começou a lecionar a disciplina de Química no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos. "Nessa época, estudava e já trabalhava. Foi um período de muitas atividades, porém muito gratificante o aprendizado", diz.

 

De acordo com o pesquisador, os desafios enfrentados na sua carreira se tornaram oportunidades.  "Na profissão, existem momentos gratificantes como quando os alunos escolhem o curso de Química, conseguem a aprovação em Instituições de Ensino Superior, ou no dia a dia, quando falam que gostaram daquela aula ou dizem que vão mudar algum hábito a partir do conhecimento adquirido", destaca.

 

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