Escola inclusiva para surdos é tema de projeto desenvolvido no Centro de Excelência Severino Uchoa

Por Silvio Oliveira
Fonte: ASCOM / SEED

 

O sentimento de cidadania ecoou em forma de Línguas Brasileiras de Sinais (Libras), por meio do Projeto "Severino Sem Barreiras: Um Espaço Inclusivo", nesta quinta-feira, 16, no Centro de Excelência para Jovens e Adultos Professor Severino Uchoa, situado no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju. Na sua segunda edição, a atividade, que integra toda a comunidade escolar, trouxe à sala de aula o debate e discussão de propostas sobre a necessidade de construir uma escola mais inclusiva para os deficientes auditivos da unidade de ensino.

 

A inciativa desenvolvida pelas professoras da Sala de Recurso, Solange Silva dos Santos e Maria Salete, foi abraçada pelos alunos que se empenharam na elaboração de projetos para incluir colegas que fazem parte da comunidade de surdos. Além disso, nesta edição do projeto, os estudantes passaram a conhecer mais a Libras através do concurso "Soletrando" em línguas de sinais.

 

"Entendemos que a escola precisava desta mobilização por conta das dificuldades que alguns alunos passavam. Nada mais justo que incluir toda a comunidade nesse propósito de conhecer sobre o assunto. No momento inicial começamos com palestras e atividades em sala de aula. Em seguida, trouxemos convidados de outras escolas para avaliar os projetos que foram apresentados, para justamente ter esse crivo da real necessidade e se ajudará de alguma forma na acessibilidade", destaca Solange Silva dos Santos.

 

Ylorrany Reis, aluna do Severino Uchoa, foi a escolhida pelo seu grupo para apresentar a proposta sobre o "Cardápio Acessível", a qual foi aceita e bastante elogiada pelos jurados convidados, professores e colegas.

 

"A gente precisa evoluir e aprender muito mais para ajudar as pessoas. Ao elaborar esse trabalho, percebi que somos muito egoístas. Na nossa escola tem muitas pessoas com deficiência auditiva, e ninguém nunca pensou em fazer com que a vida delas se tornasse mais acessível, como a criação de um cardápio, por exemplo. É uma coisa tão simples, mas que para um surdo tinha essa dificuldade de se comunicar", afirma a aluna, comemorando o sucesso do trabalho, que já será fixado próximo à cantina da unidade.

 

Jefferson de Souza Dias, aluno do 6º ano, foi um dos jurados que participou da atividade e conta que ficou feliz pela iniciativa. "É um momento muito importante para nós, pois temos a oportunidade de mostrar as dificuldades por que passamos no dia a dia e debater as sugestões com a escola de como melhorar isso", disse.

 

Para a diretora do Centro de Excelência Severino Uchoa, professora Edneusa Lessa, a unidade está cada vez mais empenhada em trabalhar com projetos de cidadania e comemora o entrosamento de toda a comunidade escolar. "É um projeto que vem crescendo e traz de forma efetiva o aluno a entender mais sobre os tipos de deficiência e como tornar a escola mais acessível", finaliza.

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