Por Silvio Oliveira
Fonte: ASCOM / SEED
Campanha de doação de livros, implantação de cantinhos de leitura, oficinas e formação continuada são algumas das atividades desenvolvidas em unidades escolares instaladas em povoações rurais de Sergipe
Por Sílvio Oliveira
Incentivar a leitura e criar espaços acolhedores que possibilitem o acesso aos livros infantis é um dos objetivos da Rede Ler e Compartilhar, protagonizado pela escritora alagoana Claudia Lins, e que em Sergipe é realidade com a entrega das sacolas literárias contendo 30 livros infantojuvenis em duas escolas estaduais rurais. Mas a chegada das sacolas literárias é só o começo.
A Secretaria de Estado da Educação, através do Departamento de Educação da Secretaria de Estado da Educação, Núcleo de Educação no Campo (DED/ Necam), implantou o Projeto Leitura em Escolas do Campo (Lê Campo), que além de fazer circular os livros infantojuvenis, também promove a reflexão sobre a função social da leitura e da escrita e desenvolve as habilidades por meio de formação continuada e de palestras.
Atividades como oficinas de língua estrangeira e contação de histórias, campanhas nas redes sociais e de doação de livros e implantação de cantinhos de leitura com os livros doados são tarefas em desenvolvimento através do Lê Campo, primeiramente, em seis escolas do campo de Sergipe.
“O incentivo à leitura, a reflexão e o desenvolvimento das habilidades são importantes porque na maioria das escolas do campo não tem acesso aos livros. Estamos começando a recebê-los e encaminhando às escolas. Estamos também realizando oficinas de formação para desenvolver habilidades com a leitura e incentivar a implantação dos cantinhos de leitura”, afirma Acácia Daniel, coordenadora do Núcleo de Educação no Campo.
As escolas estaduais Roberta Ramalho de Souza (Japoatã) e a Escola Rural Mocambo (Frei Paulo) são as primeiras a receberem as denominadas sacolas literárias, contendo cada uma 30 exemplares de livros, que estão temporariamente incentivando à leitura e passarão por mais escolas de Sergipe.
Para Jeane Caldas, coordenadora do projeto Lê Campo, a iniciativa está relacionada ao poder transformador da leitura, em que ela acredita. “Vamos incentivar a formação de leitores e levar bons livros para os nossos alunos nas escolas rurais”, diz.
Cantinhos de leitura
Além da circulação das sacolas literárias contendo livros, o Projeto Leitura em Escolas do Campo (Lê Campo) incentiva a implantação dos cantinhos de leitura em escolas que não possuem bibliotecas, nem salas de leitura. Com a campanha de doação de livros, esses cantinhos recebem um acervo e se configuram em locais apropriados para que alunos, antes sem acesso aos livros infantis, possam ter esse primeiro contato com a leitura.
A campanha de doação conta com o apoio da Biblioteca Infantil Biafa e do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), que montou um ponto de recebimento de livros. As doações devem ser feitas no Necam, localizado no Complexo Administrativo da Seed, em Aracaju, na Biblioteca Infantil – Biafa. Para informações basta ligar para o departamento através dos telefones 79 3194-3359 e 79 9994-97049.
"Estamos incentivando nas redes sociais o uso da hashtag #Euleio, para justamente trabalhar essa ação e incentivar as doações de livros – de literatura infantil ou infantojuvenil. A representante nacional do Programa Rede Ler e Compartilhar é Cláudia Lins, e em Sergipe, Cláudia Stoker", explica a coordenadora Jeane Hora Caldas.
Educação no campo
Atualmente a Secretaria de Estado da Educação conta com 57 unidades de ensino ofertando ensino médio regular para 7.452 alunos do campo, distribuídas em todas as diretorias regionais de educação (DREs). Paralelo a isso, executa o Programa Projovem Campo “Saberes da Terra”, com 22 turmas, que beneficia em média 600 alunos, entre eles, agricultores e filhos de agricultores com idade entre 18 e 29 anos de idade.
Além do primeiro centro profissionalizante em assentamento rural do país, o Centro Estadual de Educação Profissionalizante Dom José Brandão de Castro, a rede pública estadual de ensino conta com a Escola Família Agrícola de Ladeirinhas, no município de Japoatã, que também funciona com a pedagogia da alternância, e na qual, ao final do curso, os alunos apresentam uma pesquisa de campo.
“Aplica a teoria e a prática nas comunidades às quais a escola está inserida. Eles desenvolvem a pesquisa através de um trabalho de conclusão do curso, compartilhando o saber com a escola e a comunidade”, afirma Acácia Daniel.




