Estudantes e professores da rede pública de ensino de Sergipe imergiram positivamente na diversidade e nas tradições asiáticas
Por Acácia Merici
Viver um intercâmbio internacional é ter a experiência do contato com novas culturas, tradições e diferentes formas de enxergar o mundo. Em Singapura, os intercambistas do Sergipe no Mundo, programa de internacionalização da educação básica do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), abriram as atividades com uma imersão cultural e conheceram de perto alguns dos locais mais tradicionais da cidade: Chinatown e o Marina Bay.
A primeira parada foi no Chinatown. A turma de Sergipe teve a oportunidade de caminhar pelas ruas do bairro, conhecer sua arquitetura, apreciar a gastronomia e observar a riqueza das tradições chinesas presentes em Singapura. A experiência proporcionou um contato direto com a diversidade cultural do país, mostrando como diferentes povos, histórias e costumes convivem em uma das cidades mais modernas e multiculturais do mundo.
Singapura possui uma população formada por pessoas de origem chinesa e indiana, além de malaios e outras etnias. Durante o passeio pelo bairro, os intercambistas conheceram o Templo hindu Sri Mariamman e o Buddha Tooth Relic Temple, o templo budista da cidade.
“Em Singapura percebemos o choque cultural muito grande e isso enriquece o intercâmbio. São pessoas falando inglês, chinês, indiano e malaio. O bairro de Chinatown é lindo e com riqueza cultural gigante. Ficamos impressionados com os templos, com a beleza e diversidade”, destacou a professora intercambista Vanessa Viveiros, do Centro de Excelência Prof João Costa.
Após desbravar o China Town, os sergipanos foram conhecer Marina Bay, um dos principais cartões-postais de Singapura. O local reúne arquitetura moderna, espaços culturais, áreas de lazer e uma das paisagens urbanas mais marcantes da cidade e do planeta. A região é totalmente formada por água, com acesso seguro para pedestres.
A visita proporcionou aos estudantes momentos de descoberta e aprendizado, permitindo observar como tradição, inovação, tecnologia e planejamento urbano convivem em harmonia. A turma observou o ArtScience Museum, que é o museu em formato de flor de lótus que une arte, ciência e tecnologia, a Singapore Flyer, conhecida roda-gigante que oferece vistas panorâmicas da cidade e da baía, e a Estátua do Merlion, o símbolo oficial de Singapura, uma criatura com cabeça de leão e corpo de peixe.
“Singapura está superando minhas expectativas e foi muito bom conhecer esses lugares que nunca conhecemos e nem imaginávamos conhecer enquanto estudantes. Foi realmente uma apresentação da cultura e foi muito bom ver como as pessoas valorizam a cultura não só chinesa mas todos os povos. O povo se respeita e valoriza todas as religiões. Viver isso é faz parte do programa e é uma forma de aprender mais com as experiências vividas”, afirmou Adrysson Batista, intercambista do Centro de Excelência Dom Luciano Cabral Duarte, em Aracaju.
Sergipe no Mundo
O Sergipe no Mundo é um programa do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação, que proporciona o intercâmbio educacional voltado para estudantes de 14 a 17 anos e professores da rede pública estadual de ensino.
A iniciativa está no terceiro ano consecutivo e fortalece a internacionalização da educação básica, ampliar as oportunidades de formação acadêmica e cultural dos jovens sergipanos, proporcionando experiências de imersão em outros países e o contato direto com diferentes idiomas, culturas e sistemas educacionais.
Durante um mês, os participantes têm a oportunidade de aperfeiçoar seus conhecimentos linguísticos, desenvolver novas habilidades e ampliar sua visão de mundo por meio da convivência em ambientes multiculturais. A experiência contribui para o fortalecimento da autonomia, do protagonismo estudantil e da preparação dos jovens para os desafios acadêmicos e profissionais de uma sociedade cada vez mais globalizada.
Na edição de 2026, o programa contempla 223 intercambistas. Nesta terceira edição, a grande novidade foi a inclusão de professores e o eixo tecnológico e digital, que se soma ao eixo linguístico. As turmas de intercambistas vivem a internacionalização da educação básica em Brighton e Crambrigde, na Inglaterra; Waterford e Dublin, na Irlanda; Sevilha e Salamanca, na Espanha; Camberra, na Austrália; Toronto e Vancouver, no Canadá; Cidade de Singapura, Singapura; Vale do Silício – São Francisco, nos Estados Unidos, Lyon e Lille, na França.
Fotos: Acácia Merici





