Professores do Ensino Fundamental Maior passam a ter acesso ao Programa Aula Digital

Por Ítalo Marcos
Fonte: ASCOM / SEED

 

Ao todo, 300 educadores estão participando de oficina sobre os espaços escolares

 

Por Ítalo Marcos

 

O Programa Aula Digital, lançado em 2017 através de uma parceria entre o Governo de Sergipe, Fundação Telefônica Vivo e o Instituto Paramitas, está promovendo uma expansão da sua atuação no Estado. O projeto atende atualmente turmas do ensino fundamental menor (do 1º ao 5º ano) em 469 unidades de ensino, 109 das quais são da  rede estadual.

 

Na manhã desta terça-feira, 27, no Radisson Hotel Aracaju, foi realizada uma oficina com o tema "Onde é que a gente aprende", ministrada pela arquiteta e urbanista Beatriz Goulart. A palestra teve como público-alvo professores do Ensino Fundamental maior (do 6º ao 9º ano), como um passo inicial para ampliar o programa para esse público. Ao todo, 300 professores participam da oficina, sendo 150 nesta terça e 150 na quarta-feira, 28.

 

A diretora do Departamento de Educação (DED), Ana Lúcia Muricy, representou o secretário de Estado da Educação, professor Josué Modesto, e afirmou que é importante ampliar o programa para as turmas do 6º ao 9º ano. "Esse momento foi pensado para a gente trabalhar com esses professores dos diversos componentes curriculares dessas escolas. Eles agora foram convidados para essa formação para entenderem o projeto, e, a partir de agora, os equipamentos digitais passarão a ser disponibilizados para que esses professores também possam utilizar em suas salas de aula", explicou ela, destacando que a inclusão digital é uma competência da Base Nacional Comum Curricular.

 

De acordo com a representante da Fundação Telefônica Vivo, Beatriz Lomonaco, a expansão do programa para o ensino fundamental maior trará mais benefícios aos alunos. "Para a gente operar alguma mudança maior na escola, a gente precisa expandir a atuação do programa. Essa oficina tem a intenção de sensibilizar o restante dos professores das escolas para que comecem a trazer inovações e mudanças que partam deles. A ideia da palestrante hoje é trazer as experiências que ela conhece e fazer as pessoas pensarem em como o espaço escolar é um elemento importante da prática pedagógica", disse ela, explicando também a importância do tema da oficina.

 

A presidente do Instituto Paramitas, Cláudia Stippe, disse que a formação sobre os espaços escolares trará novos conhecimentos aos educadores, que poderão utilizá-los em suas unidades de ensino. "Fizemos um convite aos professores do ensino fundamental maior das escolas que já participam do programa. Estamos discutindo sobre os espaços que as escolas ocupam, onde podemos trabalhar com os alunos, como podemos inovar dentro da escola, para que eles possam receber uma formação diferenciada, de maneira que isso possa fortalecer a escola como um todo", disse.

 

Ressignificar o espaço escolar

 

Durante a oficina, a arquiteta e urbanista Beatriz Goulart proferiu uma palestra com o tema "Onde é que a gente aprende", dando aos professores também a oportunidade de refletir sobre a ressignificação do espaço escolar. "O que é mais importante é dar voz aos professores. A organização do espaço físico da escola e do seu entorno pode ser um dispositivo muito forte de mudança de qualificação e, principalmente, para as pessoas se sentirem pertencentes. A ideia é trazer exemplos teóricos e práticos para que os professores percebam o quanto o espaço escolar é importante", declarou.

 

A coordenadora do Serviço de Ensino Fundamental da Secretaria de Estado da Educação, professora Kelly Valença, afirmou que esse é um dia marcante para os professores dos anos finais do ensino fundamental, que até então não eram o público-alvo do Programa Aula Digital, mas que com a ampliação da utilização dos kits tecnológicos oferecidos pelo programa, poderão promover melhorias na aprendizagem dos alunos. Ela destacou ainda os benefícios de ressignificar os espaços escolares.

 

"Em um mundo globalizado, em que a conectividade está em alta, não existe somente a sala de aula como local de aprendizagem. A escola, por si só, é uma instituição social vinculada ao saber, e todos os seus espaços precisam ser potencializados. A palestra de hoje traz como reflexão a possibilidade de esses espaços físicos da escola serem uma estrutura de aprendizagem", afirmou.

 

O professor Jailson José Pacheco de Menezes, da Escola Estadual Pedro Diniz Gonçalves, em Areia Branca, declarou que o Programa Aula Digital é um atrativo que garante a aprendizagem e a manutenção do aluno na escola. "A gente precisa fugir um pouco do espaço físico da escola e entrar na era da tecnologia, que é o que atrai os alunos. O que os sustenta é a novidade. Não adianta termos um prédio escolar bonito e organizado se não tivermos um atrativo que garanta a presença do aluno na sala de aula e, acima de tudo, algo que incentive a aprendizagem", disse.

 

Expansão

 

A expansão do Aula Digital para os professores do ensino fundamental maior também foi comemorada pelos participantes da oficina. Foi o caso de Rejane Brito Guimarães, coordenadora pedagógica da DRE 2. "Essa ampliação é importante porque toda escola precisa perceber que se faz educação de várias maneiras e em vários lugares. A educação requer a exploração de novos espaços e dimensões. É preciso levar essa perspectiva também aos professores dos anos finais do ensino fundamental para que eles entendam que suas disciplinas não estão compartimentadas, mas que precisam dialogar e interagir no espaço cultural", afirmou.

 

A mesma opinião foi compartilhada por Ananízia Hora, coordenadora pedagógica da DEA. "Essa oficina é importante, uma vez que as escolas já adquiriram os equipamentos do Aula Digital, que já estão sendo utilizados nos anos iniciais. Nesse momento é expandida a possibilidade para os demais professores que atuam em outros componentes, para que possam também se apropriar dessa tecnologia e que os alunos avancem em seus conhecimentos", declarou.

 

Estiveram presentes na oficina a chefe de Gabinete da Seed, Rosilene Maria Santos, professores, coordenadores pedagógicos e convidados.

 

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