Por Silvio Oliveira
Fonte: Ascom/ Seduc
A Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc), por meio da Coordenadoria de Educação do Campo e Diversidade do Departamento de Educação (Cecad/ DED), promoveu nesta segunda-feira, 18, o segundo encontro formativo ‘Equidade racial na gestão pública’. O objetivo é descontruir o racismo estrutural, promover equidade racial na administração pública da educação e sensibilizar os chefes de setores, diretores e gestores para a construção de uma educação antirracista.
O primeiro encontro aconteceu com técnicos da Diretoria de Educação da Seduc. Conforme a coordenadora de Educação do Campo e Diversidade da Seduc, Geneluça Santana, há uma perspectiva de que novos encontros formativos aconteçam até serem realizados com os professores das escolas da rede pública estadual de ensino. “O racismo está na nossa estrutura; muitas vezes se manifesta consciente e, por vezes, inconscientemente, e vamos sendo levados a reproduzir. O espaço de hoje é justamente trazer esse letramento racial para nos darmos consciência de quem somos, de onde estamos e o que podemos fazer desse lugar que a gente ocupa”, explicou.
O encontro está no planejamento assumido pela Seduc, seguindo a agenda de formações, uma vez que a discussão sobre equidade racial deverá perpassar por todas as instâncias e esferas da pasta, para que as ações sejam efetivadas até chegar aos professores nas escolas da rede estadual.
A formação foi conduzida pela consultora do Instituto Gesto, Janaína Gama, mestre em Direitos Humanos, que levou para o encontro conceitos de equidade, diversidade e inclusão, a diferença entre o racismo e a discriminação, o epistemicídio, ou seja, a representação do racismo nas produções científicas, além das sutilezas e atos inconscientes do racismo estrutural.
A palestrante Janaína Gama lembrou do letramento racial como uma ferramenta importante na forma de enxergar a desigualdade e o papel de cada pessoa na mudança, já que parte da plateia era formada por gestores da Educação.
De forma interativa, o público pôde participar de enquetes e socializar depoimentos, a exemplo da aluna Yasmim Cristina, do Colégio Estadual João Batista Nascimento, de Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju, que instigou os presentes a pensarem sobre o racismo nas redes sociais, séries, jogos e na aldeia global a qual está inserida os jovens e como os professores podem fazer repensar o racismo em sala de aula.
“Não cabem mais os professores ensinarem sobre casa grande e senzala, quando os jovens estão conectados. Tentam se conectar com os alunos de uma forma que os jovens pensam diferente. Gostaria de ver mais temas do cotidiano dos jovens em sala de aula, dinâmicas familiares sobre as redes. É importante a família e os professores se unirem para trabalhar os preconceitos nas redes sociais”, avaliou.





