Seed e redes municipais de ensino promovem simulados preparatórios para o Saese 2026

Regime de colaboração entre a rede pública estadual de ensino e as redes municipais busca identificar dificuldades dos estudantes e orientar intervenções pedagógicas antes da prova oficial

Autora: Bruna Souza (estagiária)

Escolas municipais de Sergipe participam da aplicação de um simulado preparatório para o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe (Saese) 2026. O simulado reúne escolas de 53 municípios e acontece nos dias 7, 8 e 9 de outubro, integrando o projeto “O Caminho de Ouro para o Saese 2026”, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (Seed), por meio da Assessoria de Colaboração com os Municípios (Ascam), em regime de colaboração com as redes municipais de ensino.

O simulado tem como objetivo preparar os estudantes para a avaliação oficial e permitir que as equipes pedagógicas identifiquem os principais avanços e dificuldades de aprendizagem. A partir dos resultados, professores e gestores poderão planejar intervenções pedagógicas de acordo com as necessidades de cada estudante, especialmente entre os alunos do 2º ano do ensino fundamental.

De acordo com a diretora-geral da Ascam, Ana Cristina Dantas da Silva, a participação das redes municipais é fundamental para o desenvolvimento da proposta. “O regime de colaboração é fundamental para que a gente consiga avançar. O envolvimento direto dos gestores e das redes municipais é muito importante para o sucesso dessa iniciativa e, consequentemente, para o avanço dos indicadores educacionais de Sergipe”, destacou.

Para a coordenadora pedagógica da Escola Municipal Maria Corrêa, em Aracaju, Ana Carolina Profeta, a avaliação é uma ferramenta para acompanhar de perto o desenvolvimento dos estudantes. “Esse simulado serve para identificar quais são as maiores dificuldades, quais são os maiores avanços, para podermos intensificar e fazer as nossas intervenções diariamente”, explicou.

Segundo Ana Carolina, os resultados também serão utilizados no acompanhamento da evolução dos alunos e no processo avaliativo da escola. “A gente sempre utiliza esses resultados para ajudar na parte avaliativa, atribuindo também uma parte da nota. E também vamos usar para ver como eles estão na escola, se estão evoluindo ou não”, afirmou.

A coordenadora destacou ainda que o diagnóstico permite que a equipe pedagógica identifique os diferentes níveis de alfabetização e planeje ações específicas. “A gente precisa intervir. O que a parte pedagógica pode fazer se esse aluno está no nível um, no nível dois de alfabetização ou no nível três? Então, é para a gente poder intensificar e intervir”, ressaltou.

Para a professora do 2º ano Kassia Hellena Teles, o simulado também contribui para preparar os estudantes emocionalmente e familiarizá-los com o formato da avaliação. “Nós, como professores, podemos identificar algumas dificuldades para serem sanadas, para que na hora da prova real, que é em novembro, nós possamos ter sucesso”, explicou.

A professora contou que os alunos também receberam orientações antes da aplicação para que não ficassem nervosos durante a avaliação. “Houve uma grande preparação, ensinando a eles como se comportar e não ficar nervosos, porque eles são capazes, para que pudessem se sair bem também no simulado. Nós, professores, ficamos com o coração agradecido”, afirmou.

A gestora Aline Barros, da Escola Diva Maria Correia, em Aracaju, também destacou a importância do simulado para o acompanhamento da aprendizagem. “Os simulados são de fundamental importância para preparar os alunos para as avaliações externas, porque a gente vê como está o nível de cada aluno e melhorar a educação”, afirmou.

O Caminho de Ouro para o Saese 2026

A aplicação do simulado faz parte de uma série de ações previstas no projeto “O Caminho de Ouro para o Saese 2026”. A iniciativa também prevê reuniões de alinhamento técnico com as equipes das secretarias municipais, encontros com gestores escolares, devolutiva pedagógica dos resultados e acompanhamento das escolas prioritárias. As ações contam com a participação do Centro de Avaliação Educacional de Sergipe (Ceave), dos formadores do Programa Alfabetizar pra Valer (Papv) e dos Articuladores Municipais do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (Cnca).

A proposta foi apresentada aos dirigentes municipais de educação no dia 28 de setembro, durante uma reunião promovida pela Seed e pela Ascam. O encontro marcou a apresentação do projeto e o alinhamento das ações que seriam desenvolvidas junto aos municípios participantes. A iniciativa busca fortalecer a colaboração entre Estado e municípios e utilizar os resultados do simulado para orientar o trabalho pedagógico antes da aplicação oficial do Saese prevista para novembro.

Fotos: Divulgação Seed

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